segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Procura aumenta mas proprietários têm receio de arrendar casas

 A procura pelo arrendamento está nos valores mais altos de há 15 anos.

A procura pelo arrendamento está na ordem dos 70%, mas 50% das pessoas que procuram casas não conseguem celebrar contrato, noticia o jornal "i". O presidente da Associação Lisbonense de Proprietários justifica esta dificuldade com o receio dos proprietários em arrendar.
“Muitos proprietários têm grande receio de colocar as casas no mercado devido às elevadíssimas taxas de incumprimento no pagamento das rendas e há dificuldade em recuperar a casa mesmo que o inquilino se atrase muito nos pagamentos”, explica à Renascença Luís Menezes Leitão.
De acordo com o presidente da associação, o mercado de arrendamento em Portugal representa cerca de 10% do sector imobiliário, quando a média europeia é de 40%.  Mesmo assim, a procura pelo arrendamento está nos valores mais altos de há 15 anos.
O secretário de Estado das Obras Públicas, Paulo Campos, disse hoje, num debate promovido pela Associação dos Profissionais da Mediação Imobiliária, que o arrendamento representa um conjunto de oportunidades para o sector imobiliário, mas afirma que o importante não é legislar.
O Luís Menezes Leitão discorda e afirma que a lei é mesmo o maior entrave ao crescimento do mercado: “A tendência que devíamos seguir é de facto o aumento da percentagem de imóveis arrendados e isso não se está a verificar apesar da imensa da procura que existe pelas deficiências da lei do arrendamento”.
O representante dos proprietários considera também que se “da parte do Governo não há sensibilidade para alterar a legislação nos receamos imenso que a legislação continue a ser um entrave enorme ao desenvolvimento do mercado de arrendamento”.

Fonte: Rádio Renascença

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

A LEI DA OFERTA E DA PROCURA AINDA FUNCIONA

Leio, com alguma perplexidade, uma informação cuja proveniência ostenta ou deveria ostentar credibilidade, que as rendas dos imóveis colocados no mercado de arrendamento urbano estão a descer. Se fosse verdade, a Lei da Oferta e da Procura teria sido totalmente subvertida em Portugal.
O que se passa é, precisamente, o contrário. Há pouca oferta neste mercado, muita procura e os preços, em consonância sobem. É a Economia a funcionar e a Economia, mesmo em momentos de aperto, não começa a funcionar ao contrário, por muita vontade de uns tantos.
Os preços das rendas dos imóveis colocados no mercado de arrendamento urbano, aumentam e estão elevados, não apenas por força da Leia da Oferta e da Procura que diz que os preços sobem quando a procura é superior à oferta, mas também por um natural mecanismo de compensação dos próprios proprietários.
É que os proprietários ainda temem os efeitos da lei em vigor, já com os dias contados em certos aspectos,  compensando com a elevação das rendas a possibilidade de alguns inquilinos passarem a não pagar e poderem ficar nessa situação durante muito tempo.
Este fenómeno é, mal comparando, semelhante ao que ocorre com a chamada dívida soberana. Quem investe nesses títulos, mas desconfia ou é levado a desconfiar que o devedor possa ter dificuldades em pagar a tempo e horas, faz aumentar os juros do empréstimo. Com algumas nuances, reconheça-se.
No mercado do arrendamento urbano a oferta é pouca, não apenas pela recusa de muitos proprietários em colocar as respectivas propriedades nesse mercado, enquanto não houver garantias de uma solução rápida para o incumprimentos dos contratos, mas também pelo excessivo peso fiscal sobre as rendas.
Enquanto estas continuarem a ser fiscalmente penalizadas em sede de IRS, em valores superiores aos que são praticados nos depósitos a prazo ou noutros investimentos semelhantes, como nas aplicações em fundos, incluindo imobiliários, a tendência é travar o crescimento da oferta no arrendamento.
Na avaliação desta situação, a máquina fiscal releva vistas curtas: a adopção de uma fiscalidade mais justa sobre as rendas de imóveis urbanos potenciaria o mercado e faria com que mais receitas entrassem nos cofres do Estado por esta via, entretanto”congelada”.
Neste entretanto, com as restrições à concessão de crédito para aquisição de habitação, a procura no mercado de arrendamento cresce sem o correspondente crescimento da oferta, e neste quadro crescem também as rendas. Infelizmente, para quem também faz a mediação neste mercado.

Luís Carvalho Lima
Presidente da APEMIP
luislima@apemip.pt (Publicado dia 26 de Janeiro de 2011 no Público Imobiliário)

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Forum Setúbal. Será?

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