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| Economia Mundial |
Como diz o Dr. Basílio Horta, presidente da Comissão Executiva da
AICEP, “hoje, mais do que nunca, a internacionalização da economia portuguesa constitui-se como a única estratégia para uma recuperação económica sustentada”, opções que implicam o estímulo do crescimento económico a médio prazo, na promoção e na renovação da nossa capacidade produtiva, da actividade das nossas empresas exportadoras e na promoção da imagem de Portugal.
À data anunciava-se para breve a constituição da
Confederação do Imobiliário de Língua Oficial Portuguesa (CIMLOP), estrutura, entretanto já constituída e a iniciar actividade em velocidade de cruzeiro, para a qual a
APEMIP muito se empenhou, na convicção de que também pode ser um instrumento dessa mesma internacionalização, sem prejuízo da vocação de reciprocidade que existe entre os oito mercados da lusofonia.
Neste quadro de preocupações, nem sempre se torna claro que um sector como o do
imobiliário possa exportar. Mas, na verdade, a captação de investimento estrangeiro para este mercado, nomeadamente nas áreas do turismo residencial, é uma forma, das mais seguras, de exportação e de internacionalização para a qual temos contribuído sem qualquer contrapartida.
O esforço, neste sentido, das associações empresariais, como é a
APEMIP, é uma manifestação externa do empenho dos privados nos destinos do país, como sublinhou o senhor ministro António Mendonça, na cerimónia de tomada de posse dos órgãos sociais da
CIMLOP, que deve merecer os apoios que o Estado concede para estas iniciativas chave.
Sendo certo que não estamos à espera, para agir em prol do Estado, de saber o que o Estado pode fazer por nós, a verdade é que, carecemos de apoios para dar continuidade a esta tarefa de mostrar, no estrangeiro, a excelência e segurança do nosso mercado imobiliário como produto exportável. E só os reclamamos em nome desse desígnio nacional que é a internacionalização, como muito bem sublinha o Dr. Basílio Horta.
(Publicado dia 12 de Novembro de 2010 no Sol)