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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Procura aumenta mas proprietários têm receio de arrendar casas

 A procura pelo arrendamento está nos valores mais altos de há 15 anos.

A procura pelo arrendamento está na ordem dos 70%, mas 50% das pessoas que procuram casas não conseguem celebrar contrato, noticia o jornal "i". O presidente da Associação Lisbonense de Proprietários justifica esta dificuldade com o receio dos proprietários em arrendar.
“Muitos proprietários têm grande receio de colocar as casas no mercado devido às elevadíssimas taxas de incumprimento no pagamento das rendas e há dificuldade em recuperar a casa mesmo que o inquilino se atrase muito nos pagamentos”, explica à Renascença Luís Menezes Leitão.
De acordo com o presidente da associação, o mercado de arrendamento em Portugal representa cerca de 10% do sector imobiliário, quando a média europeia é de 40%.  Mesmo assim, a procura pelo arrendamento está nos valores mais altos de há 15 anos.
O secretário de Estado das Obras Públicas, Paulo Campos, disse hoje, num debate promovido pela Associação dos Profissionais da Mediação Imobiliária, que o arrendamento representa um conjunto de oportunidades para o sector imobiliário, mas afirma que o importante não é legislar.
O Luís Menezes Leitão discorda e afirma que a lei é mesmo o maior entrave ao crescimento do mercado: “A tendência que devíamos seguir é de facto o aumento da percentagem de imóveis arrendados e isso não se está a verificar apesar da imensa da procura que existe pelas deficiências da lei do arrendamento”.
O representante dos proprietários considera também que se “da parte do Governo não há sensibilidade para alterar a legislação nos receamos imenso que a legislação continue a ser um entrave enorme ao desenvolvimento do mercado de arrendamento”.

Fonte: Rádio Renascença

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

A LEI DA OFERTA E DA PROCURA AINDA FUNCIONA

Leio, com alguma perplexidade, uma informação cuja proveniência ostenta ou deveria ostentar credibilidade, que as rendas dos imóveis colocados no mercado de arrendamento urbano estão a descer. Se fosse verdade, a Lei da Oferta e da Procura teria sido totalmente subvertida em Portugal.
O que se passa é, precisamente, o contrário. Há pouca oferta neste mercado, muita procura e os preços, em consonância sobem. É a Economia a funcionar e a Economia, mesmo em momentos de aperto, não começa a funcionar ao contrário, por muita vontade de uns tantos.
Os preços das rendas dos imóveis colocados no mercado de arrendamento urbano, aumentam e estão elevados, não apenas por força da Leia da Oferta e da Procura que diz que os preços sobem quando a procura é superior à oferta, mas também por um natural mecanismo de compensação dos próprios proprietários.
É que os proprietários ainda temem os efeitos da lei em vigor, já com os dias contados em certos aspectos,  compensando com a elevação das rendas a possibilidade de alguns inquilinos passarem a não pagar e poderem ficar nessa situação durante muito tempo.
Este fenómeno é, mal comparando, semelhante ao que ocorre com a chamada dívida soberana. Quem investe nesses títulos, mas desconfia ou é levado a desconfiar que o devedor possa ter dificuldades em pagar a tempo e horas, faz aumentar os juros do empréstimo. Com algumas nuances, reconheça-se.
No mercado do arrendamento urbano a oferta é pouca, não apenas pela recusa de muitos proprietários em colocar as respectivas propriedades nesse mercado, enquanto não houver garantias de uma solução rápida para o incumprimentos dos contratos, mas também pelo excessivo peso fiscal sobre as rendas.
Enquanto estas continuarem a ser fiscalmente penalizadas em sede de IRS, em valores superiores aos que são praticados nos depósitos a prazo ou noutros investimentos semelhantes, como nas aplicações em fundos, incluindo imobiliários, a tendência é travar o crescimento da oferta no arrendamento.
Na avaliação desta situação, a máquina fiscal releva vistas curtas: a adopção de uma fiscalidade mais justa sobre as rendas de imóveis urbanos potenciaria o mercado e faria com que mais receitas entrassem nos cofres do Estado por esta via, entretanto”congelada”.
Neste entretanto, com as restrições à concessão de crédito para aquisição de habitação, a procura no mercado de arrendamento cresce sem o correspondente crescimento da oferta, e neste quadro crescem também as rendas. Infelizmente, para quem também faz a mediação neste mercado.

Luís Carvalho Lima
Presidente da APEMIP
luislima@apemip.pt (Publicado dia 26 de Janeiro de 2011 no Público Imobiliário)

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Rendas em queda há mais de um ano

As rendas de casa estão a baixar há mais de um ano em Portugal, revelou o índice confidencial imobiliário (ci). os dados indicam ainda que as rendas diminuíram pelo segundo trimestre consecutivo e, entre agosto e setembro de 2010 (últimos dados disponíveis), as perdas anualizadas eram de -1,3%, depois dos -0,4% de variação média anual, registados no trimestre anterior

nos últimos cinco trimestres analisados, o índice ci-rendas manteve-se sempre em terreno negativo em termos de variação trimestral, acumulando perdas que se refletem em variações homólogas negativas de -2,5% no 2º trimestre de 2010 e de -1,6% no trimestre seguinte, adiantou a agência financeira

na prática, desde o 3º trimestre de 2009 que o índice tem vindo a revelar uma contração do mercado de arrendamento, marcando assim o fim de um período de crescimento. seguiram-se dez meses de evolução desfavorável, com o 3º trimestre de 2010 a registar uma redução de 0,2% nas rendas, não havendo qualquer sinal de inversão desta tendência descendente

Fonte: Agência Financeira

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Mais arrendamento, menos endividamento

A revisão da lei de arrendamento deve tornar mais rápido e simples reaver os imóveis em caso de incumprimento.

Devia também estimular a que mais rendas sejam declaradas para efeitos fiscais. Em ambos os casos a intermediação bancária poderá dar uma ajuda. O funcionamento deste mercado é importante para aumentar a mobilidade dos trabalhadores, reduzir o endividamento e aumentar a competitividade das nossas cidades.
Nas 50 medidas recentemente apresentadas, o Governo comprometeu-se a apresentar até ao final do 1.º trimestre de 2011 uma proposta de lei que simplifique, torne rápidos e eficazes os procedimentos necessários para o senhorio obter a entrega do seu imóvel livre e desocupado perante o incumprimento do contrato de arrendamento.


Este é um aspecto fundamental para a melhoria do mercado de arrendamento. O tempo e os custos em que o senhorio incorre para reaver um imóvel, nos casos em que os inquilinos deixam de pagar a renda, funcionam como um forte desincentivo à colocação de casas no mercado. Em resultado desta falha, há em Portugal centenas de milhares de casas fora do mercado. São milhares de milhões de euros de capital parado.

Há também muitas pessoas a ter de arrendar imóveis em condições desfavoráveis ou a serem forçadas a comprar casa, aumentando o endividamento, mesmo quando esta não é a melhor solução.
Uma forma de simplificar seria abrir a possibilidade de em novos contratos se poder colocar, por mútuo acordo, uma entidade como árbitro, a qual garantiria a vigilância do seu cumprimento. Os novos contratos poderiam estabelecer que o pagamento da renda será efectuado num determinado dia e numa determinada conta. Para estes contratos, uma simples declaração do banco que certifique que a conta não foi creditada no montante devido em dois meses consecutivos, seria suficiente para iniciar um processo, que com a revisão da legislação leve à rápida libertação do imóvel.


Uma cláusula desta natureza permitia uma enorme simplificação do processo. Mas poderia também permitir que, no caso de incumprimento, houvesse um registo do mesmo, ajudando a evitar que os incumpridores burlem sucessivamente diferentes senhorios. Hoje, quem deixe de pagar a prestação do carro, da televisão, ou da casa fica com limitações à obtenção de novos créditos. Quem deixe de pagar renda, limita-se a fazer um contrato com o senhorio seguinte. Aumentar a responsabilização dos inquilinos relativamente aos deveres que já hoje têm, é mais importante do que limitar os seus direitos, e é essencial para por o mercado de arrendamento a funcionar.


A revisão da legislação deve também reforçar a responsabilização dos senhorios no que toca ao cumprimento das suas obrigações fiscais. Os contratos que gozem de novos mecanismos de protecção, devem também ser declarados a entidades públicas para fins fiscais.
O não funcionamento do mercado de arrendamento é particularmente penalizador para os jovens e para quem não tem uma situação profissional estável, ou para quem não quer ficar preso a uma localização e a uma dívida por 20 ou 30 anos. No momento actual, em que as restrições ao crédito se fazem notar de forma mais forte, este problema acentua-se. Quem quer arrendar depara-se hoje com um mercado onde a oferta de imóveis de qualidade é limitada e os preços e condições são relativamente desfavoráveis. Os inquilinos cumpridores pagam um preço pela falta de segurança que dos senhorios.


Melhorar o funcionamento do mercado de arrendamento é uma reforma de grande importância, por contribuir para aumentar a mobilidade dos trabalhadores, estimular a autonomia dos jovens e diminuir a necessidade de endividamento. Pode também dar um contributo decisivo para a reabilitação dos centros urbanos e para melhorar o ajustamento entre localização da habitação e do trabalho, diminuindo as emissões e o consumo de combustíveis.


A renovação dos centros urbanos requer que também se dê atenção às rendas mais antigas. Sem a sua actualização rápida será difícil estimular a renovação de muitos imóveis nos centros históricos, onde um número importante de fracções está ainda neste regime, rendendo muito pouco aos seus proprietários.

Não podemos ignorar os problemas sociais que levanta a actualização rápida das rendas antigas. E eles devem ser avaliados. No entanto, a manutenção do benefício de uma renda baixa deverá ser sujeita a prova de condição de recursos, e o seu encargo deve progressivamente deixar de estar a cargo dos senhorios. Há muitos casos de inquilinos com rendimentos acima da média nacional, a pagar rendas extremamente baixas, o que não só é injusto, como tem contribuído para a degradação e a decadência de muitos centros históricos das cidades portuguesas.

Fonte: Negócios Online | Manuel Caldeira Cabral

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

RECONHECER A VERDADEIRA DIMENSÃO DA MEDIAÇÃO IMOBILIÁRIA

A existência de um movimento associativo empresarial forte, nomeadamente na área da mediação imobiliária, é fundamental para a Economia, para o sector da Construção e do Imobiliário e, o que é mais importante, para o próprio público consumidor, razão final do mercado.

Esta foi uma das minhas mensagens no discurso de tomada de posse como presidente reeleito da Associação de Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), à frente de uma lista de continuidade com a anterior, apesar de significativamente renovada.

A cerimónia, mais virada para o interior do que para o exterior, num acto quase em família, assumiu-se também pela contenção, como um sinal da sobriedade e da unidade que a defesa dos interesses do sector e da Economia exige, neste contexto difícil que vivemos e que temos de enfrentar.

Este encontro foi também um pretexto para lançar na agenda do sector algumas reflexões e preocupações que a própria vida associativa empresarial levanta, nomeadamente em tempos de aperto, como os que se vivem quando é mais fácil acomodarmo-nos no nosso canto à espera que a crise passe.

Lembrei, na ocasião, que os dois anos do meu primeiro mandato como presidente da APEMIP, coincidiram com anos muito duros para o sector, em plena crise internacional do subprime, com as conhecidas consequências para muitas empresas do sector, da promoção à mediação imobiliária.

E disse ainda, na linha de uma mensagem que tinha endereçado a todos os meus antecessores no lugar, que é justo sublinhar que a dedicação nestas funções, às vezes quase em exclusivo, pode ser incompatível com os interesses dos próprios dirigentes que também são empresários.

Isto, apesar de ser hoje já claro que um movimento associativo empresarial forte, como refiro no início, é indispensável para que o sector retome o seu papel na locomotiva do desenvolvimento económico, sem ceder nas preocupações inerentes a um desenvolvimento realmente sustentado.

O caminho que a mediação imobiliária já trilhou em Portugal é uma tábua cronológica  que marca momentos de condições políticas, económicas e sociais muito diversas, desde os tempos – felizmente longínquos - em que a nossa profissão, quase não reconhecida, era apenas tolerada.

O reconhecimento da importância da nossa actividade – que acrescenta valor às transacções imobiliárias  e que consegue fazer a síntese dos interesses que se cruzam no mercado num equilíbrio entre a procura e a oferta –, o reconhecimento do nosso papel deve ser relevado com Justiça.

Pela nossa acção também está a passar a aposta nacional na reabilitação urbana ou o alargamento do nosso mercado, nomeadamente no Mundo lusófono,  tendo em vista a internacionalização do nosso imobiliário e a desejável captação, por esta via, de investimento estrangeiro.

Disse tudo isto, na cerimónia da tomada de posse que venho citando, com orgulho mas também com a esperança de que este nosso trabalho, não menos patriótico do que outros que assim se designam, seja consagrado no reconhecimento que tarda da verdadeira dimensão da mediação imobiliária.

Luís Carvalho Lima
Presidente da Direcção Nacional da APEMIP
luislima@apemip.pt

(Publicado dia 12 de Janeiro de 2011 no Público Imobiliário)

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

RENDAS POR REFORMAS

A reanimação do mercado do arrendamento urbano, intimamente ligado aos projetos de reabilitação dos centros urbanos que deverão arrancar a sério neste ano de 2011, volta a dar ao imobiliário a possibilidade de se assumir como uma hipótese de investimento com vista a complementar uma reforma que na Segurança Social tende a ser mais apertada.
A possibilidade de desjudicialização e consequente agilização dos processos de despejo em caso de incumprimento de contratos de arrendamento urbano (um dos crónicos entraves ao mercado arrendamento), vem reanimar aquela solução de investimento, muito ensaiada quando a Segurança Social era incipiente e o mercado de arrendamento mais fiável.
Se se concretizarem – como tudo indica e já foi anunciado – as intenções governamentais de apoiar a reabilitação dos centros urbanos e de se rever a actual lei das rendas, mais gente aparecerá a querer investir neste mercado, pensando também no mercado do arrendamento urbano que lhe está associado e apostando nele como alternativa ou complemento de reforma.
Esta vocação do património construído, que já teve, entre nós, tradições enraizadas, caiu quando o mercado do arrendamento deixou de ser realmente um mercado para se transformar, alegadamente com fins sociais, numa ilegítima apropriação, por parte do Estado, da própria propriedade imobiliária privada, com as consequências que todos conhecemos.


Mas para que este cenário seja exequível, como a Economia Portuguesa exige, é ainda necessário que se reveja o quadro fiscal dos proventos obtidos pelas rendas. Continuar a taxa-los em sede de IRS, é remar contra a maré. No mínimo, exige-se que tais rendimentos tenham o mesmo tratamento dado aos depósitos a prazo ou aos fundos de investimento. No mínimo.

Luís Carvalho Lima
Presidente da Direcção Nacional da APEMIP
luislima@apemip.pt

(A publicar dia 8 de Janeiro de 2011 no Expresso)

IMOBILIÁRIO REGRESSA À FRENTE DA RECUPERAÇÃO

 

lisboa

A FIABCI, sigla obtida pelas iniciais da denominação em francês, do maior clube de negócios imobiliários do Mundo (Fédération Internationale des Administrateurs de Biens Conseils et Agents Immobiliers), vai organizar em Lisboa, a 27 de Janeiro, na sua qualidade de consultora especial do Conselho Económico e Social das Nações Unidas, um encontro para debater os caminhos do desenvolvimento do sector Imobiliário, nos países que tentam superar as vicissitudes financeiras mundiais.

Com o apoio das Nações Unidas, através do respectivo Comité Económico Europeu, mais precisamente pelo Environmental Affairs Officer Environment, Housing and Land Management Division, esta jornada de trabalho subordinada ao tema “Princípios e orientações para o desenvolvimento do sector Imobiliário de um país”, terá como base de reflexão um documento elaborado pelo Internacional Real Estate Advisory Network .

A Associação de Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), principal membro da FIABCI em Portugal e a instituição que assume, na pessoa do seu dirigente Vítor Patacas, a vice-presidência do FIABCI para a Europa, está a dar apoio a esta iniciativa da UNECE e da FIABCI que, por um dia, transformará Lisboa na capital mundial do imobiliário.

É bom lembrar que os princípios e as orientações contidos no documento base referido, são sugestões elaboradas para que os mercados interessados em fazer com que o imobiliário volte a ser um dos meios de recuperação e fortalecimento das economias, possam desenvolver acções multidisciplinares locais, orientadas e apoiadas pelos governantes,  que invertam as tendências económicas actuais, retomando rotas de desenvolvimento.

O sector da construção e do imobiliário regressa assim, à frente da recuperação económica, reenquadrando-se num cenário que se deseja para um efectivo desenvolvimento sustentado, em consonância com as próprias tendências do mercado em Portugal, que se prepara, neste 2011, para viver o ano um da reabilitação urbana, recuperando atrasos, relativamente à Europa, sentidos nesta área.

Luís Carvalho Lima
Presidente da Direcção Nacional da APEMIP
luislima@apemip.pt

(Publicado dia 7 de Janeiro de 2010 no Diário de Notícias)

Euribor a três meses cai pela sétima sessão

A maturidade mais curta vive o maior ciclo de quedas em mais de um mês e continua a renovar mínimos de Outubro, abaixo de 1%. A Euribor a três meses caiu hoje pela sétima sessão consecutiva e está agora nos 0,997%, o valor mais baixo desde 15 de Outubro. Já o prazo a seis meses permaneceu nos 1,223% pelo segundo dia consecutivo, ao passo que a taxa a 12 meses foi a única a subir, fixando-se em 1,506%.

Fonte: DE

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

MÁS NOTÍCIAS PARA QUEM PROCURA PECHINCHAS

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Tenho uma série de amigos / conhecidos, que me telefonam com frequência, na esperança de que eu lhes indique uma ou duas pechinchas imobiliárias. Alguns deles admitem vender as casas onde habitam, mas desde que o façam a bom preço, ou seja, com uma valorização constante desde o momento em que as adquiriram.
Quem compra, pensa sempre que está a comprar caro e quem vende julga que o faz ao desbarato. Em muitos de nós vive um insensível investidor que tenta esmagar os preços na hora de comprar, sobrevalorizando o que possui na hora de vender. Isto é negar as próprias leis do mercado e é um sonho egoísta inatingível.
Na cegueira destes comportamentos – típicos de épocas de incerteza como a que vivemos -, aqueles que forçam a desvalorização dos preços, nomeadamente nesta área da construção e do imobiliário, nem percebem que estão a desvalorizar o património imobiliário que eventualmente já possuam, o que é um verdadeiro tiro no pé.
Embora o valor do património imobiliário não se afira pela avaliação bancária dos imóveis e muito menos pelo tecto dos empréstimos a conceder (em regra nunca superior a 80% do valor da actualmente muito apertada avaliação), este subjectivo desgaste permanente é um factor de perturbação do mercado e, por consequência, da própria recuperação económica que este persegue.
Não há qualquer tendência para que o valor das casas sofra quebras e muito menos na ordem dos dois dígitos, como muito gente apregoa. Na verdade, em Portugal, o valor do património imobiliário não está inflacionado. Não cedemos, nos últimos tempos, à tentação das bolhas imobiliárias, nem somos contagiáveis por essa doença infantil de alguns mercados vizinhos.
As bolhas imobiliárias são, de facto, uma verdadeira doença infantil do mercado imobiliário, uma espécie de sarampo, que já não atingem mercados maduros como o nosso, um mercado “vacinado” no “boom” imobiliário dos anos 80 do século passado, quando o nosso parque habitacional sofreu uma profunda alteração.
Insistir, como até alguns fazedores de opinião parecem estar empenhados, nessa ideia da desvalorização do património imobiliário, ideia que, infelizmente, pode até ter resultados pontuais, é apenas uma manifestação de oportunismo sem correspondência no mercado que nada ajuda a quem a promove nem à recuperação económica.
Por isso digo, neste início do ano um da reabilitação urbana, que há más notícias para quem procura pechinchas, mas boas notícias para quem quer estar no mercado imobiliário a investir de forma transparente, sem especulações, contribuindo para que este sector volte a ser uma locomotiva da Economia.

Luís Carvalho Lima
Presidente da Direcção Nacional da APEMIP
luislima@apemip.pt

(Publicado dia 5 de Janeiro de 2011 no Público Imobiliário)

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

BCE inicia primeiro aumento de capital

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O Banco Central Europeu inicia, esta quarta-feira, a primeira de três etapas do primeiro aumento de capital na sua história. Para já o aumento é de cinco mil milhões de euros, para um total de 10,6 mil milhões de euros.

Este aumento do capital social do banco foi justificado com a necessidade de ultrapassar a volatilidade das taxas de câmbio, de crédito e riscos de crédito.
Além disso, existia uma necessidade de garantir uma base de capital adequada a um sistema financeiro que cresceu consideravelmente.
À primeira etapa, que se inicia esta quarta-feira, seguir-se-ão outras duas, uma no final de 2011 e outra no final de 2012.
Dos cinco mil milhões de euros deste aumento de capital, mais de 3,4 mil milhões serão subscritos pelos 16 bancos centrais da Zona Euro.
O Banco de Portugal vai subscrever um total de 87,5 milhões de euros nos três anos, com cerca de 30 milhões de euros a serem subscritos já esta quarta-feira.

RMP

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

TER OU NÃO BOM SENSO

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Quase tudo, na vida como nos negócios, resolve-se mais facilmente com bom senso. Esta receita é também aplicável aos mercados imobiliários. Não é preciso ter um curso superior especializado para perceber que insistir em disseminar a dúvida e o pessimismo sobre o mercado é um tiro no pé injustificável e de consequências imprevisíveis.
Nos últimos tempos, tenho-me desdobrado em desfazer as ideias preconcebidas dos que insistem em dizer que o mercado está pelas ruas da amargura, ignorando, por exemplo, o que o insuspeito Banco Central Europeu diz, quando revela que os preços da habitação em Portugal subiram no corrente, 1,3% no primeiro trimestre e 1,6% no segundo. A situação no sector, não sendo famosa, está longe de ser o pântano que alguns anunciam.
Há muito que o mercado imobiliário português reclama novos paradigmas de actuação. Todos sabemos – ou devíamos saber – que os segmentos do arrendamento urbano e da reabilitação urbana estão, entre nós, muito aquém do que praticado na generalidade dos países da Europa. Esta realidade tem explicações plausíveis e implica soluções que, muitos, há muito tempo, vêm defendendo.
Refiro-me à adopção de soluções que agilizem os despejos dos arrendatários que não cumprem o respectivo contrato de arrendamento, e, refiro-me à adopção de uma fiscalidade sobre o imobiliário que favoreça a reabilitação e o próprio arrendamento. Se os rendimentos provenientes deste mercado continuarem a ser taxados em sede de IRS, e não como outros rendimentos semelhantes, a vontade de investir neste mercado não chega a formar-se.
São temas que temos vindo, com insistência, a colocar na mesa e nas agendas de quem possa contribuir para a respectiva solução, sem a preocupação, tardia, de alguns, em reclamar para eles uma glória que está longe de lhes poder ser atribuída em exclusivo. Eis outro bom senso que também seria desejável.

Luís Carvalho Lima
Presidente da Direcção Nacional da APEMIP
luislima@apemip.pt

C&W: “Volume de investimento melhora no 3º trimestre”

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O volume de investimento em imobiliário relativo a 2010 será ligeiramente superior ao de 2009, antecipa a consultora Cushman & Wakefield. O terceiro trimestre deste ano veio dar um impulso significativo. As transações são, no entanto, muito inferiores às registadas no período pré-crise.
A atividade de investimento imobiliário em 2010 manteve um dinamismo reduzido face aos anos pré-crise, afirma a Cushman & Wakefield. À semelhança de 2008 e 2009, os valores transaccionados ficaram muito aquém dos volumes que desde 2003 se registavam no nosso mercado.

Fonte: Oje

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Moradia Isolada T5 no Golf do Montado – Setúbal

Moradia isolada, térrea com torreão, inserida em condomínio fechado, em lote com 1.377m2. Salão, soalho em lamparquet, tecto falso trabalhado em madeira natural, lareira a fogo aberto, acesso à zona da piscina. Cozinha, pavimento cerâmico, totalmente equipada, móveis top da "Alano", zona de máquinas, acesso ao jardim, salão e garagem. 3 Suites com soalho em lamparquet, 2 com roupeiro e a principal com closet, acesso ao jardim, wc's completos, climatização e arrumos em mezanine. Escritório em torreão, soalho em lamparquet, terraço com vista panorâmica sobre o jardim. Sala de refeições frente à cozinha, soalho em lamparquet e acesso ao jardim de inverno. Garagem em cave com portões automáticos e corredor de arrumos com portas de correr. Jardim relvado com piscina, wc de apoio. Condomínio fechado com serviço de portaria e segurança privada, complexo de golfe, com campo de 18 buracos certificado, bar de apoio e estacionamento. Dista 15 minutos da Auto-Estrada e cidade de Setúbal.

Valor: 485.000,00€

Imagem no mapa

http://www.casacaso.com

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Reabilitação ganha terreno à construção nova

Em Lisboa, só no primeiro semestre, licenciaram-se mais reabilitações do que obras novas. Mas a tendência pode mudar nos próximos meses. Saiba porquê.  
  


A reabilitação urbana está a ganhar terreno à construção nova. No primeiro semestre deste ano, em Lisboa, foram licenciadas 59 obras em edifícios já existentes, ou seja, obras de reabilitação, ampliação, manutenção ou mudança de uso. Mas, para obras novas, apenas foram entregues 14 licenças, menos 13% que no primeiro semestre de 2009, de acordo com os dados da Confidencial Imobiliário e da Câmara Municipal de Lisboa. Uma situação que se agravou no terceiro trimestre, em que apenas saiu uma licença de construção nova.
No Porto, a situação é idêntica. Segundo os mesmos dados recolhidos pela Confidencial Imobiliário, no primeiro semestre do ano foram entregues 17 licenças para obras novas, o que representa uma quebra de 35% face ao mesmo período de 2009. E, no terceiro trimestre, também só saiu uma licença de construção nova. Já as obras de reabilitação licenciadas foram 76.

Ricardo Guimarães, director-geral da Confidencial Imobiliário, uma das empresas de estatísticas do sector, afirma que esta situação é simples de explicar: "O mercado interiorizou que o lançamento de novo produto seria mais difícil em termos comerciais e, por isso, recorre mais à reabilitação".

Contudo, a maioria das obras de reabilitação licenciadas é de projectos pequenos, em edifícios com um máximo de dez casas, realça o mesmo responsável, acrescentando que essa é uma situação indicativa da crise económica. "Os pequenos projectos mantêm-se porque têm menos custos e são mais fáceis de financiar", explica, acrescentando que se passa o mesmo na obra nova - ou seja, a maior parte das que avançam são as mais pequenas.

É por isso que Ricardo Guimarães diz que, até agora, ainda não se fez reabilitação urbana em grande escala, apesar de haver um alargado consenso de que é preciso reabilitar e não insistir na construção nova. A prová-lo estão situações como a do prédio na Avenida 5 de Outubro, em Lisboa, que esteve em risco de ruir no início da semana.
150 mil milhões para reabilitar Portugal.

O mais recente estudo a chegar ao mercado e ao Governo sobre este tema foi um documento da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), no qual se estima que são necessários cerca de 150 mil milhões de euros para reabilitar todos os edifícios em Portugal que precisam de intervenções do género, sejam residenciais, não-residenciais (públicos e privados) e monumentos - obras que podem criar cerca de 600 mil postos de emprego em 20 anos.

Contudo, de acordo com a CIP, exigem-se mais medidas para que a reabilitação urbana seja uma realidade, como alterar o sistema fiscal sobre o património, tornar mais expeditos os despejos, alterar a lei da Reabilitação Urbana e do Licenciamento e ainda estimular a entrada de privados no negócio da regeneração das cidades.

Algumas têm estado a ser implementadas, como a criação de benefícios fiscais para quem reabilitar, mas os grandes impulsionadores têm sido as autarquias. A autarquia do Porto, através da Sociedade de Reabilitação Urbana do Porto, é hoje das cidades que mais reabilita em Portugal. E, em Lisboa, não só os licenciamentos estão mais rápidos, como a própria autarquia tem investido em reabilitação, recorrendo a fundos europeus.
Além disso, tornou a regeneração urbana como a grande prioridade do novo Plano Director Municipal (PDM), criando um sistema que dá benefícios e a possibilidade de construir noutros locais a quem reabilitar edifícios dentro da cidade.

Números da reabilitação urbana em Portugal:

550 mil
Segundo dados da AECOPS, existem 550 mil casas devolutas em Portugal, o que representa cerca de 10% de todo o parque habitacional do país, que é de 5.722 milhões de casas (segundo dados do INE em 2009). Deste total de casas devolutas, cerca de 60% são em Lisboa.

6,2%
De acordo com o estudo da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), que cita os dados publicados pela Federação da Indústria Europeia da Construção (FIEC), apenas 6,2% das obras de construção em Portugal são de reabilitação, colocando-o na lista dos países que menos reabilita.

32%
Na Alemanha, 32% das obras são de reabilitação urbana, segundo os mesmos dados da FIEC, citados no estudo da CIP. Um valor que situa este país acima da média europeia (a 14 países) que está agora nos 23%, uma percentagem que equivale a investimentos de 263 mil milhões de euros.

200
Em Lisboa, nos últimos dois anos, ficaram concluídas e entraram em obra cerca de 200 obras de reabilitação urbana, segundo dados da Câmara Municipal. São exemplo disso, a recuperação do antigo edifício do Banco de Portugal, na Baixa, já em obra, ou a loja da Benneton, no Rossio, já concluída.

527
De acordo com o estudo da CIP, fazer pequenas reparações numa casa custa cerca de 50 euros por metro quadrado (m2). Se for uma reparação média, esse valor sobe para os 158,1 euros/m2 e se for uma intervenção de grande dimensão, o custo é de 527 euros/m2.


22,1%
Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), em 2009 as obras de reabilitação em Portugal representaram 22,1% de todas as obras de construção realizadas no país. O restante era obra nova, mas já indicava uma quebra de mais de 2% em relação ao ano anterior.

Benefícios fiscais


- A nova lei define a possibilidade de ter o IVA a 5% para obras de reabilitação, mas apenas para aquelas que estão dentro das áreas definidas para reabilitar. Com as novas medidas do Orçamento do Estado, essa taxa de IVA sobe para 6%.

- A CIP quer mais medidas fiscais, nomeadamente isenção de IMT na primeira transação, caso o prédio se destine a arrendamento por um minímo de dez anos.

- A associação quer ainda que se aplique a taxa de IVA mais baixa a todas as obras em edifícios para habitação.

Fonte: Diário económico
Por: Ana Baptista

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Mais oferta e menos procura pressionam preços para baixo


No mês de Outubro, segundo o Portuguese Housing Market Survey, aumentou o número de empresas que referiram quedas em vez de aumentos de preços, com o saldo de respostas a cair de -45% para -52%. Tal é fruto do aumento da oferta e da diminuição da procura. De facto, o saldo de respostas relativo a novas angariações foi positivo, nos +23% (era +36% em Setembro).

Em simultâneo, o saldo de respostas relativo a consultas por potenciais clientes caiu para -30% (estava em -7%). As empresas manifestaram-se mais pessimistas relativamente às perspectivas futuras sobre preços e vendas. Efectivamente, o saldo de respostas relativas às expectativas de preços agravou- -se, passando de -33% para -53%, enquanto nas expectativas de preços diminuiu de +7% para -24%.

Foi na Área Metropolitana (AM) de Lisboa que houve mais consenso quanto à evolução negativa dos preços, seguindo-se a AM do Porto e, finalmente, o Algarve, com saldos de respostas de -55%, -50% e -42%, respectivamente. Quanto aos próximos 3 meses, as expectativas de preços foram mais negativas na região do Algarve (-67%), seguindo-se a AM de Lisboa (-54%) e depois a AM do Porto (-43%).

Finalmente, de forma geral, o sentimento de preço foi mais negativo entre os mediadores imobiliários quando comparado com o dos promotores, com saldos de resposta de -60% e -35%, respectivamente.


Portuguese Housing Market Survey / Outubro 2010

terça-feira, 30 de novembro de 2010

'Casa Pronta soma prémios'

Depois do relatório Doing Business 2011, a colocar Portugal no pódio no que toca a registar a propriedade de imóveis, mérito que cabe inteiramente ao projecto Casa Pronta, o Instituto de Registos e Notariado soma e segue no que respeita às boas práticas do sector público.

O “e-certidões” foi galardoado na categoria Serviço ao Cidadão para Administração Central Indirecta e o “Casa Pronta” na categoria Redução de Custos para o Cidadão. Prémios atribuídos pela Deloitte e pelo Diário Económico, duas empresas bem firmes do sector privado.

Como disse Susana Toscano, presidente do júri que atribuiu estes prémios, muitos destes projectos, e não exclusivamente os premiados, já contribuíram para reduzir a despesa e já contribuíram para fazer aumentar a produtividade, dois dos pilares essenciais para superar a actual conjuntura desfavorável do país.

O nosso desenvolvimento também passa pela investigação e pelas tecnologias de informação, nomeadamente quando estes avanços podem ser aplicados na prática, como tem vindo a acontecer nos últimos tempos por força de uma jovem geração que introduziu o MP3 na governação.

Repito o que muitas vezes digo, citando um antigo presidente da República: nós que somos Sociedade Civil, mas também Estado, porque o Estado somos todos nós, não podemos diabolizar o Estado, que tem qualidades para divinizar a Sociedade Civil, que tem defeitos, nem divinizar o Estado que também tem defeitos, para diabolizar a Sociedade Civil, que também tem qualidades.

A César sempre o que é de César.

Luís Carvalho Lima
Presidente da Direcção Nacional da APEMIP

Mais informações contacte a CasaCaso em http://www.casacaso.com

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Publicada correcção extraordinária das rendas para 2011

Foi publicada, em Diário da República, a Portaria n.º 1190/2010, de 18 de Novembro, que estabelece os factores de correcção extraordinária das rendas para o ano de 2011.
 Segundo o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU), já podem ser consultados os factores de correcção extraordinária das rendas dos prédios arrendados para habitação antes de 1 de Janeiro de 1980, determinados no artigo 11.º da Lei n.º 46/85, de 20 de Setembro.

A Portaria estabelece os factores de correcção extraordinária das rendas, actualizados através da aplicação do coeficiente 1,003, fixado no Aviso n.º 18370/2010, de 10 de Setembro, do Instituto Nacional de Estatística.

Fonte: Portais do Cidadão e da Empresa com IHRU

Conheça a casa mais inteligente de Portugal

Já existe construção do futuro em Portugal. A casa mais inteligente do País está à venda por 4,5 milhões. Conheça este projecto único.

(ver video) 

Está situada sobre o vale de Marvão, perto da Ericeira, aquela que é considerada como a casa mais inteligente do país. Uma casa onde se consegue juntar soluções inteligentes, económicas, conforto e segurança.
Nesta casa, podemos ver quem está a tocar à campainha, abrir a porta através do telemóvel, pedir ao 'mordomo electrónico' que nos diga que produtos faltam na dispensa, ou que, automaticamente, baixe as persianas ao pôr-do-sol. A isto chama-se Domótica, ‘Domus' (casa em grego) mais ‘Robótica' (controlo automatizado de algo).
A Domótica permite a gestão entre conforto, comunicação e segurança, podendo controlar todos os recursos da casa através da aplicação de automatismos nos sistemas e nos equipamentos.

Como este controlo se estende a todos os equipamentos, imagine-se o que será possível poupar em consumos energéticos e em água?
Esta casa possui um sistema de painéis solares que ajudam no aquecimento da água, tem um mini aerogerador (turbina eólica) que produz energia eléctrica, uma ETAR (Estação de Tratamento de Águas Residuais) e um circuito que aproveita a água da chuva. Tudo isto conduz a uma redução do consumo energético até 30% e garante mais conforto.
É óbvio que a utilização de todos estes sistemas e tecnologias significam investimento de tempo e dinheiro. Esta casa, com uma área de construção perto dos 600m2, demorou três anos a ser construída e está à venda por 4,5 milhões de euros!
No final o resultado é um projecto único para cada situação e adaptado à área envolvente em que se insere.

Por exemplo, as casas em climas mais quentes e secos têm normalmente paredes mais grossas para isolar o interior do calor exterior, as janelas são mais pequenas e largas para proteger da luz em excesso e os telhados menos inclinados para aproveitar a água das chuvas. Pelo contrário, nos países mais frios, as janelas são mais estreitas para aproveitar melhor a luz solar e os telhados mais inclinados para deixar que a neve caia. É bastante simples, mas requer algum trabalho e estudo, para que um projecto dê origem a uma casa Eficiente e Sustentável.

Fonte: Diário Económico

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Obrigado a todos, são quase 6000 fãs os que nos acompanham via FACEBOOK

Tem sido grande a nossa dedicação em levar até si tudo aquilo a que damos especial relevância e se passa à nossa volta.
As fotos, sempre em grande destaque, as noticias e a nossa análise sobre a realidade do mercado, os convites para as festas, os eventos, como o Réveillon que preparámos para si este 2010-2011
Em conjunto com o Comporta Café, o Púrpura, o Liquiq Bar e o Troiaresort, mas também com o seu imóvel ou a casa que tantas vezes sonhou e que nos junta de novo a si !
Líderes nestas andanças web, vimos convidá-lo  para partilhar e nos ajudar a melhorar nesta área, e como pioneiros, juntamos à nossa assinatura os links abaixo. Siga-nos no Twitter, acompanhe-nos no Linkedin e actualize-se no nosso Blog, porque se antes se pedia o seu mail, hoje pedimos que nos associe e esteja sempre que quiser online com a sua mediadora / imobiliária e com os  profissionais da CasaCaso.
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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Grandes mediadoras escapam à crise e aumentam as vendas

Para vender uma casa já não chega colar o número de telefone à janela. Não é que não haja quem queira comprar, o problema é descobrir quem tem capacidade financeira para conseguir crédito. A alternativa tem sido procurar as grandes mediadoras: para elas, não há crise.



Todos os dias se ouve falar em restrições ao crédito, na dificuldade em vender casas, em falências e desemprego no imobiliário (este ano, até Setembro, faliram 75 empresas, o dobro das que fecharam na mesma altura de 2009, segundo a Crédito y Caución). Mas a crise não toca a todos. O mal de uns é o proveito de outros e a dificuldade sentida por pequenas mediadoras e famílias em, por si, venderem casas beneficia as grandes empresas, cuja estrutura lhes permite ter uma carteira maior de compradores e vendedores e dar ao cliente conselhos para aumentar a hipótese de obter crédito.
O aperto da Banca foi confirmado ao JN por várias mediadoras. Sobretudo a partir do Verão, dizem, conseguir um empréstimo para comprar casa ficou ainda mais difícil. "Pessoas que, antes, compravam casas de 300 mil euros agora só compram de 150 mil", exemplificou Paulo Morgado, administrador da Era Imobiliária.


A apetência pela compra de casa, contudo, continua, mas "as pessoas esbarram no banco", disse João Nuno Magalhães, responsável pela área residencial da CB Richard Ellis. Para o contornar, as mediadoras avaliam a capacidade financeira dos clientes. "Temos protocolos com bancos, estamos actualizados quanto às suas políticas e só lhes levamos os processos previamente qualificados", disse Ricardo Sousa, administrador da Century 21. À medida que a Banca aperta os critérios, a análise torna-se mais exigente.
"Se um cliente quer comprar uma casa é porque tem necessidade. A nós compete-nos encontrar uma casa com um preço que ele pode pagar", disse Beatriz Rubio, presidente da REMAX Portugal.
Além disso, os bancos comportam-se de maneira diferente. Globalmente, os portugueses dão menos crédito, mas a redução é mais do que compensada pelo aumento por parte dos estrangeiros, assegurou Paulo Morgado.


Descer preços para vender
Se o maior problema é conseguir empréstimos, o segundo maior é convencer quem vende a baixar o preço, afirmou Beatriz Rubio. "Sobretudo quem comprou casa quando o mercado estava a crescer, agora resiste a vender por menos dinheiro", disse.
Paulo Morgado acrescentou: "As pessoas têm de baixar o preço para vender. A boa notícia é que os preços disparatados de há anos deixaram de existir". A Banca tem avaliado os imóveis por um valor cada vez mais baixo, mas com isso está só a acompanhar a realidade do mercado, acreditam os mediadores (quanto maior for a diferença entre o valor da avaliação e o montante pedido emprestado, mais difícil será conseguir o crédito).


Mais particulares a procurar profissionais para vender casas e menos pequenas empresas a trabalhar no mercado significam mais negócio para as grandes mediadoras. Das quatro mediadoras contactadas pelo JN, as duas maiores esperam aumentar quer o número de negócios assinados quer o valor envolvido; as restantes esperam que este ano seja, na pior hipótese, semelhante a 2009. 

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