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quarta-feira, 2 de março de 2011

Lisboa gasta e bem...

Lisboa1
Todos e cada um de nós já barafustou contra a faceta perdulária das Câmaras Municipais.
E se pudéssemos entrar na festa e dar uma ajudinha nos gastos? Anime-se, esse dia chegou.
Nesta iniciativa, a Câmara Municipal de Lisboa, aplica uma fatia do orçamento (até 5M€) na concretização de um projecto sugerido pelos cidadãos. Abra a sua gaveta das criticas e transforme-a numa boa ideia. Foi o que fez um amigo da Casa`Caso . Este bom gastador  viu concretizado o projecto das ciclovias. Para ser o próximo vá a http://lisboaparticipa.cm-lisboa.pt/ e participe com a sua ideia ou vote na proposta do vizinho.
Ana Saraiva

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Procura aumenta mas proprietários têm receio de arrendar casas

 A procura pelo arrendamento está nos valores mais altos de há 15 anos.

A procura pelo arrendamento está na ordem dos 70%, mas 50% das pessoas que procuram casas não conseguem celebrar contrato, noticia o jornal "i". O presidente da Associação Lisbonense de Proprietários justifica esta dificuldade com o receio dos proprietários em arrendar.
“Muitos proprietários têm grande receio de colocar as casas no mercado devido às elevadíssimas taxas de incumprimento no pagamento das rendas e há dificuldade em recuperar a casa mesmo que o inquilino se atrase muito nos pagamentos”, explica à Renascença Luís Menezes Leitão.
De acordo com o presidente da associação, o mercado de arrendamento em Portugal representa cerca de 10% do sector imobiliário, quando a média europeia é de 40%.  Mesmo assim, a procura pelo arrendamento está nos valores mais altos de há 15 anos.
O secretário de Estado das Obras Públicas, Paulo Campos, disse hoje, num debate promovido pela Associação dos Profissionais da Mediação Imobiliária, que o arrendamento representa um conjunto de oportunidades para o sector imobiliário, mas afirma que o importante não é legislar.
O Luís Menezes Leitão discorda e afirma que a lei é mesmo o maior entrave ao crescimento do mercado: “A tendência que devíamos seguir é de facto o aumento da percentagem de imóveis arrendados e isso não se está a verificar apesar da imensa da procura que existe pelas deficiências da lei do arrendamento”.
O representante dos proprietários considera também que se “da parte do Governo não há sensibilidade para alterar a legislação nos receamos imenso que a legislação continue a ser um entrave enorme ao desenvolvimento do mercado de arrendamento”.

Fonte: Rádio Renascença

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

A LEI DA OFERTA E DA PROCURA AINDA FUNCIONA

Leio, com alguma perplexidade, uma informação cuja proveniência ostenta ou deveria ostentar credibilidade, que as rendas dos imóveis colocados no mercado de arrendamento urbano estão a descer. Se fosse verdade, a Lei da Oferta e da Procura teria sido totalmente subvertida em Portugal.
O que se passa é, precisamente, o contrário. Há pouca oferta neste mercado, muita procura e os preços, em consonância sobem. É a Economia a funcionar e a Economia, mesmo em momentos de aperto, não começa a funcionar ao contrário, por muita vontade de uns tantos.
Os preços das rendas dos imóveis colocados no mercado de arrendamento urbano, aumentam e estão elevados, não apenas por força da Leia da Oferta e da Procura que diz que os preços sobem quando a procura é superior à oferta, mas também por um natural mecanismo de compensação dos próprios proprietários.
É que os proprietários ainda temem os efeitos da lei em vigor, já com os dias contados em certos aspectos,  compensando com a elevação das rendas a possibilidade de alguns inquilinos passarem a não pagar e poderem ficar nessa situação durante muito tempo.
Este fenómeno é, mal comparando, semelhante ao que ocorre com a chamada dívida soberana. Quem investe nesses títulos, mas desconfia ou é levado a desconfiar que o devedor possa ter dificuldades em pagar a tempo e horas, faz aumentar os juros do empréstimo. Com algumas nuances, reconheça-se.
No mercado do arrendamento urbano a oferta é pouca, não apenas pela recusa de muitos proprietários em colocar as respectivas propriedades nesse mercado, enquanto não houver garantias de uma solução rápida para o incumprimentos dos contratos, mas também pelo excessivo peso fiscal sobre as rendas.
Enquanto estas continuarem a ser fiscalmente penalizadas em sede de IRS, em valores superiores aos que são praticados nos depósitos a prazo ou noutros investimentos semelhantes, como nas aplicações em fundos, incluindo imobiliários, a tendência é travar o crescimento da oferta no arrendamento.
Na avaliação desta situação, a máquina fiscal releva vistas curtas: a adopção de uma fiscalidade mais justa sobre as rendas de imóveis urbanos potenciaria o mercado e faria com que mais receitas entrassem nos cofres do Estado por esta via, entretanto”congelada”.
Neste entretanto, com as restrições à concessão de crédito para aquisição de habitação, a procura no mercado de arrendamento cresce sem o correspondente crescimento da oferta, e neste quadro crescem também as rendas. Infelizmente, para quem também faz a mediação neste mercado.

Luís Carvalho Lima
Presidente da APEMIP
luislima@apemip.pt (Publicado dia 26 de Janeiro de 2011 no Público Imobiliário)

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Rendas em queda há mais de um ano

As rendas de casa estão a baixar há mais de um ano em Portugal, revelou o índice confidencial imobiliário (ci). os dados indicam ainda que as rendas diminuíram pelo segundo trimestre consecutivo e, entre agosto e setembro de 2010 (últimos dados disponíveis), as perdas anualizadas eram de -1,3%, depois dos -0,4% de variação média anual, registados no trimestre anterior

nos últimos cinco trimestres analisados, o índice ci-rendas manteve-se sempre em terreno negativo em termos de variação trimestral, acumulando perdas que se refletem em variações homólogas negativas de -2,5% no 2º trimestre de 2010 e de -1,6% no trimestre seguinte, adiantou a agência financeira

na prática, desde o 3º trimestre de 2009 que o índice tem vindo a revelar uma contração do mercado de arrendamento, marcando assim o fim de um período de crescimento. seguiram-se dez meses de evolução desfavorável, com o 3º trimestre de 2010 a registar uma redução de 0,2% nas rendas, não havendo qualquer sinal de inversão desta tendência descendente

Fonte: Agência Financeira

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

"Há sinais de forte interesse" árabe em projetos portugueses

O secretário de Estado da Energia diz que várias entidades do Golfo Pérsico mostraram "sinais de interesse forte" em projetos portugueses.

"Há bastantes sinais de interesse forte: Em projetos concretos nos vários domínios e também algum interesse em que as empresas portuguesas invistam aqui. As áreas ligadas ao turismo, à construção e à energia são as mais interessantes", disse Carlos Zorrinho no decorrer da Cimeira Mundial da Energia, um evento a decorrer até quarta-feira em Abu Dhabi.

Para Zorrinho, o Qatar e os Emirados Árabes Unidos, especialmente os emirados do Abu Dhabi e do Dubai, "são países que estão num processo de reconstrução fortíssimo do ponto de vista turístico e imobiliário, também por causa da organização do Mundial" de futebol.

A juntar a essa vontade, disse o secretário de Estado, "estão empresas portuguesas que são muito qualificadas e têm muita experiência no trabalho com países similares: Marrocos, Tunísia, Argélia". Ou seja, assegurou Zorrinho, "são empresas muito bem posicionadas para fazer investimentos aqui".

Sector solar é o que mais atrai eventuais parceiros árabes

Na área da energia, disse, é o sector solar que tem despertado mais interesse de eventuais parceiros árabes. "Houve muito contacto e interesse nas nossas empresas do sector solar. Há uma oportunidade de investimento no solar no Qatar, nos Emirados, em Portugal e depois, em conjunto, no mundo", disse Zorrinho.

Um primeiro passo, explicou o secretário de Estado, é o investimento em dois sentidos, um segundo é associar empresas para investimentos conjuntos noutros países. E isso resulta da união entre tecnologia portuguesa e músculo financeiro dos emirados ou do Qatar.

"Juntar a tecnologia solar muito sofisticada das empresas portuguesas a estas empresas, que têm um financiamento muito facilitado, é uma mistura muito positiva", considerou.

A missão portuguesa inclui uma visita à cidade de Masdar, cuja conclusão está prevista para cerca de 2020, e conta com um outro apoio: a visita oficial ao país do primeiro-ministro, José Sócrates, que é um dos chefes de Estado e Governo que hoje discursam na sessão de abertura da World Future Energy Summit.

Fonte: Diário Económico

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Leilão da dívida portuguesa regista grande procura

A procura no primeiro leilão do ano da dívida portuguesa foi 3,2 vezes superior à oferta. Como consequência, os juros caíram.

Este era encarado como um teste decisivo para o país e muitos apontavam que o sucesso ou insucesso da operação iria decidir uma eventual entrada do FMI em Portugal. O leilão acabou por registar uma procura superior à oferta com as taxas de juro para obrigações a quatro anos a descerem para os 5,39 por cento e aquelas para dez anos a serem vendidas a 6,71 por cento.

Portugal precisa de colocar no mercado até 20 mil milhões de euros em obrigações, em 2011. Na última emissão de dívida soberana portuguesa, ainda em 2010, Portugal pagou 6,8 por cento de juros pelas obrigações a 10 anos.

NC

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Pedido de ajuda ao FMI já está a ser preparado?

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José Sócrates voltou hoje a afirmar, numa declaração ao país, que a entrada do fundo monetário internacional (FMI) em Portugal não passa de um rumor. Alemanha, frança e Espanha, a par da comissão europeia, negaram também estar a exercer pressão sobre Portugal para que o país peça a assistência financeira do fundo de estabilidade do euro (EFSF na sigla inglesa) e ao FMI. no entanto, de acordo com o jornal público, as discussões prosseguem muito discretamente ao nível técnico sobre quais serão os termos e as necessidades de uma assistência a Portugal, estimada entre 60 e 100 mil milhões de euros

segundo o público, estas questões devem ser analisadas esta terça-feira pelo comité económico e financeiro europeu, a estrutura encarregada de preparar as reuniões dos ministros das finanças dos 17 países da zona euro da próxima segunda-feira e dos 27 da UE no dia seguinte. "o tema não está formalmente na agenda, mas vai quase seguramente ser discutido", disse um diplomata europeu. uma afirmação confirmada por outro diplomata, adiantou a mesma publicação. ambos garantiram que Portugal vai estar no centro das discussões dos ministros do euro

o desenrolar do processo dependerá muito do que acontecer esta quarta-feira, quando o governo for ao mercado da dívida colocar entre 750 e 1250 milhões de euros em títulos. uma eventual dificuldade em encontrar comprador, ou uma subida exagerada dos prémios de risco exigidos, não deverá permitir ao executivo continuar a resistir à ajuda

de acordo com o público, o recurso de Portugal ao EFSF já não está em questão em Bruxelas, tal como em outras capitais, sendo que a única dúvida que persiste tem a ver com o calendário. se o processo não for formalmente lançado na próxima semana, poderá ser abordado pelos chefes de estado ou de governo dia 4 de fevereiro

artigo publicado no público

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

RENDAS POR REFORMAS

A reanimação do mercado do arrendamento urbano, intimamente ligado aos projetos de reabilitação dos centros urbanos que deverão arrancar a sério neste ano de 2011, volta a dar ao imobiliário a possibilidade de se assumir como uma hipótese de investimento com vista a complementar uma reforma que na Segurança Social tende a ser mais apertada.
A possibilidade de desjudicialização e consequente agilização dos processos de despejo em caso de incumprimento de contratos de arrendamento urbano (um dos crónicos entraves ao mercado arrendamento), vem reanimar aquela solução de investimento, muito ensaiada quando a Segurança Social era incipiente e o mercado de arrendamento mais fiável.
Se se concretizarem – como tudo indica e já foi anunciado – as intenções governamentais de apoiar a reabilitação dos centros urbanos e de se rever a actual lei das rendas, mais gente aparecerá a querer investir neste mercado, pensando também no mercado do arrendamento urbano que lhe está associado e apostando nele como alternativa ou complemento de reforma.
Esta vocação do património construído, que já teve, entre nós, tradições enraizadas, caiu quando o mercado do arrendamento deixou de ser realmente um mercado para se transformar, alegadamente com fins sociais, numa ilegítima apropriação, por parte do Estado, da própria propriedade imobiliária privada, com as consequências que todos conhecemos.


Mas para que este cenário seja exequível, como a Economia Portuguesa exige, é ainda necessário que se reveja o quadro fiscal dos proventos obtidos pelas rendas. Continuar a taxa-los em sede de IRS, é remar contra a maré. No mínimo, exige-se que tais rendimentos tenham o mesmo tratamento dado aos depósitos a prazo ou aos fundos de investimento. No mínimo.

Luís Carvalho Lima
Presidente da Direcção Nacional da APEMIP
luislima@apemip.pt

(A publicar dia 8 de Janeiro de 2011 no Expresso)

IMOBILIÁRIO REGRESSA À FRENTE DA RECUPERAÇÃO

 

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A FIABCI, sigla obtida pelas iniciais da denominação em francês, do maior clube de negócios imobiliários do Mundo (Fédération Internationale des Administrateurs de Biens Conseils et Agents Immobiliers), vai organizar em Lisboa, a 27 de Janeiro, na sua qualidade de consultora especial do Conselho Económico e Social das Nações Unidas, um encontro para debater os caminhos do desenvolvimento do sector Imobiliário, nos países que tentam superar as vicissitudes financeiras mundiais.

Com o apoio das Nações Unidas, através do respectivo Comité Económico Europeu, mais precisamente pelo Environmental Affairs Officer Environment, Housing and Land Management Division, esta jornada de trabalho subordinada ao tema “Princípios e orientações para o desenvolvimento do sector Imobiliário de um país”, terá como base de reflexão um documento elaborado pelo Internacional Real Estate Advisory Network .

A Associação de Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), principal membro da FIABCI em Portugal e a instituição que assume, na pessoa do seu dirigente Vítor Patacas, a vice-presidência do FIABCI para a Europa, está a dar apoio a esta iniciativa da UNECE e da FIABCI que, por um dia, transformará Lisboa na capital mundial do imobiliário.

É bom lembrar que os princípios e as orientações contidos no documento base referido, são sugestões elaboradas para que os mercados interessados em fazer com que o imobiliário volte a ser um dos meios de recuperação e fortalecimento das economias, possam desenvolver acções multidisciplinares locais, orientadas e apoiadas pelos governantes,  que invertam as tendências económicas actuais, retomando rotas de desenvolvimento.

O sector da construção e do imobiliário regressa assim, à frente da recuperação económica, reenquadrando-se num cenário que se deseja para um efectivo desenvolvimento sustentado, em consonância com as próprias tendências do mercado em Portugal, que se prepara, neste 2011, para viver o ano um da reabilitação urbana, recuperando atrasos, relativamente à Europa, sentidos nesta área.

Luís Carvalho Lima
Presidente da Direcção Nacional da APEMIP
luislima@apemip.pt

(Publicado dia 7 de Janeiro de 2010 no Diário de Notícias)

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

BCE inicia primeiro aumento de capital

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O Banco Central Europeu inicia, esta quarta-feira, a primeira de três etapas do primeiro aumento de capital na sua história. Para já o aumento é de cinco mil milhões de euros, para um total de 10,6 mil milhões de euros.

Este aumento do capital social do banco foi justificado com a necessidade de ultrapassar a volatilidade das taxas de câmbio, de crédito e riscos de crédito.
Além disso, existia uma necessidade de garantir uma base de capital adequada a um sistema financeiro que cresceu consideravelmente.
À primeira etapa, que se inicia esta quarta-feira, seguir-se-ão outras duas, uma no final de 2011 e outra no final de 2012.
Dos cinco mil milhões de euros deste aumento de capital, mais de 3,4 mil milhões serão subscritos pelos 16 bancos centrais da Zona Euro.
O Banco de Portugal vai subscrever um total de 87,5 milhões de euros nos três anos, com cerca de 30 milhões de euros a serem subscritos já esta quarta-feira.

RMP

Finanças 'ganham' 800 mil euros com devolução de blindados

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Se o contrato for mesmo denunciado, o dinheiro dos blindados volta às Finanças. A empresa fornecedora já recorreu.

A primeira "batalha" que os blindados da PSP deverão combater pode ser... nos tribunais. O Governo confirmou a intenção de denunciar o contrato de fornecimento dos blindados da PSP, por incumprimento do prazo de entrega. Mas a empresa fornecedora, a Milícia, confirmou ao DN que invocou "motivos de força maior", previstos no contrato assinado com o Governo Civil de Lisboa, para justificar o atraso.

Se a pretensão do Ministério da Administração Interna (MAI) for bem sucedida, a empresa só receberá o valor das duas viaturas já entregues, 406 mil euros, sendo o restante, 813 mil euros, devolvido aos cofres do ministro Fernando Teixeira dos Santos.

A data-limite para a chegada dos quatro blindados que faltam - dois já se encontram nas instalações da Unidade Especial de Polícia, em Belas - era ontem. O prazo de 30 dias úteis começou a contar a 15 de Novembro quando foi assinado o contrato.

Fonte da Milícia disse ao DN que a empresa ainda não tinha sido contactada pelo MAI. Segundo o especialista em contratação pública Nuno Monteiro Dente, "tem de ser o Governo Civil a notificar a empresa, informando do incumprimento". No entanto, acrescenta, "se a empresa tiver justificações previstas no contrato que a ilibem de responsabilidades por motivos de força maior, como parece ser o caso, não haverá condições para denunciar o contrato. Nesse caso, seria o Governo a entrar em incumprimento".

A Milícia já tinha vindo a público na semana passada dizer que os blindados se encontravam retidos no Canadá, onde se situa a fábrica, por causa das intempéries que assolaram toda a Europa, levando ao encerramento de vários aeroportos, impedindo o transporte dos blindados até Portugal. "A entrega depende dos aviões que possam aterrar", sublinha fonte autorizada da empresa, "acreditamos que esta semana os possamos entregar, mas depende do tempo que se verificar".

Este braço-de-ferro entre o MAI e a empresa é visto com muita preocupação na PSP. Esta força de segurança, que justificou a necessidade destas seis viaturas com protecção balística para várias missões da sua competência (ver caixa), corre agora o risco de ver essa capacidade reduzida a um terço.

O mesmo aconteceu com outro material diverso de ordem pública, equipamento de protecção pessoal e cerca de 50 veículos antimotim para transportar as equipas de intervenção rápida, considerados de necessidade prioritária. Este material, no valor de cerca de três milhões de euros, fazia parte do "pacote" de cinco milhões de euros que o ministro das Finanças tinha autorizado que fosse gasto com a PSP. Mas como se trata de saldo transitado do Governo Civil, tem de ser gasto até ao final deste ano. Como o Governo Civil falhou a conseguir candidatos ao fornecimento, a verba também volta às Finanças.

Para o presidente do Sindicato Nacional de Oficiais de Polícia, "é inaceitável que este dinheiro regresse às Finanças". Jorge Resende da Silva não entende "como é possível rejeitar equipamento que quer a PSP quer o Governo assumiram como necessário, apenas por questões contratuais". Para este oficial, "o mais grave mesmo é o que se passa com o restante equipamento que ainda fazia mais falta. Se for preciso, façam novos concursos, mas não nos tirem este material tão preciso."

Fonte: Diário de Noticias | Valentina Marcelino

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Portugueses têm 3 milhões de perfis no Facebook

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O número de utilizadores portugueses com perfis no Facebook ultrapassou os três milhões. Os dados foram revelados pelo SocialBakers, um portal que reúne estatísticas sobre a rede social.

Actualmente, o número de portugueses que têm um perfil no Facebook atingiu os 3.026.800 utilizadores. Só nos últimos seis meses registou-se um aumento de 21 por cento.
De acordo com o portal SocialBakers, as pessoas entre os 25 e os 34 anos são o principal grupo etário, seguindo-se a faixa 18-24 anos (25 por cento) e a dos 35-44 anos (18 por cento). 

Já os jovens entre os 13 e os 17 anos representam 12 por cento dos utilizadores, enquanto a faixa entre 45 e 54 anos representam sete por cento no total.
Os utilizadores com mais de 55 anos não ultrapassam os três por cento.
Portugal está assim na 35ª posição, no que diz respeito ao maior número absoluto de pessoas ligadas ao Facebook.
Segundo este estudo, a Nike Football Portugal é a marca que tem o maior número de fãs em Portugal, com mais de 281 mil seguidores. Nos lugares seguintes aparecem a Swatch Portugal, com 208 mil e a TMN, com mais de 162 mil fãs.

RMP

Taxas Euribor baixam em todos os prazos

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As Euribor caíram hoje em todas as maturidades e continuam assim em mínimos de Outubro.

A Euribor a seis meses, a mais usada no cálculo dos juros do crédito à habitação em Portugal, recuou pela quinta sessão consecutiva, fixando-se nos 1,238%, enquanto o prazo a 12 meses deslizou para 1,519%, somando também cinco sessões de quedas.
Já a taxa a três meses, que serve sobretudo de referência nos empréstimos às empresas e também influencia os juros dos certificados de aforro, caiu para 1,013%. Este indexante já não desce há 16 sessões.
A evolução das Euribor influenciam directamente a prestação da casa das famílias que, dependendo do indexante associado ao crédito, vão pagar cerca de mais 200 euros ao longo de 2010.

As simulações feitas pelo Diário Económico, para um empréstimo de 100 mil euros, mostram que os contratos revistos em Janeiro sofrerão aumentos de 6,75 euros no caso do indexante ser a Euribor a três meses, 11,5 euros se a taxa associada for a de seis meses e, por último, 13,94 euros nos créditos relacionados à Euribor a 12 meses.

Fonte: Sapo Económico | Cristina Barreto

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

TER OU NÃO BOM SENSO

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Quase tudo, na vida como nos negócios, resolve-se mais facilmente com bom senso. Esta receita é também aplicável aos mercados imobiliários. Não é preciso ter um curso superior especializado para perceber que insistir em disseminar a dúvida e o pessimismo sobre o mercado é um tiro no pé injustificável e de consequências imprevisíveis.
Nos últimos tempos, tenho-me desdobrado em desfazer as ideias preconcebidas dos que insistem em dizer que o mercado está pelas ruas da amargura, ignorando, por exemplo, o que o insuspeito Banco Central Europeu diz, quando revela que os preços da habitação em Portugal subiram no corrente, 1,3% no primeiro trimestre e 1,6% no segundo. A situação no sector, não sendo famosa, está longe de ser o pântano que alguns anunciam.
Há muito que o mercado imobiliário português reclama novos paradigmas de actuação. Todos sabemos – ou devíamos saber – que os segmentos do arrendamento urbano e da reabilitação urbana estão, entre nós, muito aquém do que praticado na generalidade dos países da Europa. Esta realidade tem explicações plausíveis e implica soluções que, muitos, há muito tempo, vêm defendendo.
Refiro-me à adopção de soluções que agilizem os despejos dos arrendatários que não cumprem o respectivo contrato de arrendamento, e, refiro-me à adopção de uma fiscalidade sobre o imobiliário que favoreça a reabilitação e o próprio arrendamento. Se os rendimentos provenientes deste mercado continuarem a ser taxados em sede de IRS, e não como outros rendimentos semelhantes, a vontade de investir neste mercado não chega a formar-se.
São temas que temos vindo, com insistência, a colocar na mesa e nas agendas de quem possa contribuir para a respectiva solução, sem a preocupação, tardia, de alguns, em reclamar para eles uma glória que está longe de lhes poder ser atribuída em exclusivo. Eis outro bom senso que também seria desejável.

Luís Carvalho Lima
Presidente da Direcção Nacional da APEMIP
luislima@apemip.pt

FORÇA AÉREA MONTIJO RESGATA COM VIDA OS TRÊS TRIPULANTES DE UM VELEIRO À DERIVA

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Foram ontem resgatados com vida pela Força Aérea os 3 tripulantes do veleiro Sonabia, de bandeira francesa, que se encontrava à deriva a cerca 90 Km de Aveiro.
Esta evacuação ocorreu sob condições atmosféricas adversas - ventos fortes e vagas de 4 a 5 metros.
Nesta operação esteve envolvido um EH-101 MERLIN sediado na Base Aérea Nº6.

O EH-101 MERLIN descolou com uma equipa médica da Força Aérea a bordo a fim de prestar o apoio médico necessário. A operação concluiu-se cerca das 19h20

Fonte: www.rostos.pt

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Reabilitação ganha terreno à construção nova

Em Lisboa, só no primeiro semestre, licenciaram-se mais reabilitações do que obras novas. Mas a tendência pode mudar nos próximos meses. Saiba porquê.  
  


A reabilitação urbana está a ganhar terreno à construção nova. No primeiro semestre deste ano, em Lisboa, foram licenciadas 59 obras em edifícios já existentes, ou seja, obras de reabilitação, ampliação, manutenção ou mudança de uso. Mas, para obras novas, apenas foram entregues 14 licenças, menos 13% que no primeiro semestre de 2009, de acordo com os dados da Confidencial Imobiliário e da Câmara Municipal de Lisboa. Uma situação que se agravou no terceiro trimestre, em que apenas saiu uma licença de construção nova.
No Porto, a situação é idêntica. Segundo os mesmos dados recolhidos pela Confidencial Imobiliário, no primeiro semestre do ano foram entregues 17 licenças para obras novas, o que representa uma quebra de 35% face ao mesmo período de 2009. E, no terceiro trimestre, também só saiu uma licença de construção nova. Já as obras de reabilitação licenciadas foram 76.

Ricardo Guimarães, director-geral da Confidencial Imobiliário, uma das empresas de estatísticas do sector, afirma que esta situação é simples de explicar: "O mercado interiorizou que o lançamento de novo produto seria mais difícil em termos comerciais e, por isso, recorre mais à reabilitação".

Contudo, a maioria das obras de reabilitação licenciadas é de projectos pequenos, em edifícios com um máximo de dez casas, realça o mesmo responsável, acrescentando que essa é uma situação indicativa da crise económica. "Os pequenos projectos mantêm-se porque têm menos custos e são mais fáceis de financiar", explica, acrescentando que se passa o mesmo na obra nova - ou seja, a maior parte das que avançam são as mais pequenas.

É por isso que Ricardo Guimarães diz que, até agora, ainda não se fez reabilitação urbana em grande escala, apesar de haver um alargado consenso de que é preciso reabilitar e não insistir na construção nova. A prová-lo estão situações como a do prédio na Avenida 5 de Outubro, em Lisboa, que esteve em risco de ruir no início da semana.
150 mil milhões para reabilitar Portugal.

O mais recente estudo a chegar ao mercado e ao Governo sobre este tema foi um documento da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), no qual se estima que são necessários cerca de 150 mil milhões de euros para reabilitar todos os edifícios em Portugal que precisam de intervenções do género, sejam residenciais, não-residenciais (públicos e privados) e monumentos - obras que podem criar cerca de 600 mil postos de emprego em 20 anos.

Contudo, de acordo com a CIP, exigem-se mais medidas para que a reabilitação urbana seja uma realidade, como alterar o sistema fiscal sobre o património, tornar mais expeditos os despejos, alterar a lei da Reabilitação Urbana e do Licenciamento e ainda estimular a entrada de privados no negócio da regeneração das cidades.

Algumas têm estado a ser implementadas, como a criação de benefícios fiscais para quem reabilitar, mas os grandes impulsionadores têm sido as autarquias. A autarquia do Porto, através da Sociedade de Reabilitação Urbana do Porto, é hoje das cidades que mais reabilita em Portugal. E, em Lisboa, não só os licenciamentos estão mais rápidos, como a própria autarquia tem investido em reabilitação, recorrendo a fundos europeus.
Além disso, tornou a regeneração urbana como a grande prioridade do novo Plano Director Municipal (PDM), criando um sistema que dá benefícios e a possibilidade de construir noutros locais a quem reabilitar edifícios dentro da cidade.

Números da reabilitação urbana em Portugal:

550 mil
Segundo dados da AECOPS, existem 550 mil casas devolutas em Portugal, o que representa cerca de 10% de todo o parque habitacional do país, que é de 5.722 milhões de casas (segundo dados do INE em 2009). Deste total de casas devolutas, cerca de 60% são em Lisboa.

6,2%
De acordo com o estudo da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), que cita os dados publicados pela Federação da Indústria Europeia da Construção (FIEC), apenas 6,2% das obras de construção em Portugal são de reabilitação, colocando-o na lista dos países que menos reabilita.

32%
Na Alemanha, 32% das obras são de reabilitação urbana, segundo os mesmos dados da FIEC, citados no estudo da CIP. Um valor que situa este país acima da média europeia (a 14 países) que está agora nos 23%, uma percentagem que equivale a investimentos de 263 mil milhões de euros.

200
Em Lisboa, nos últimos dois anos, ficaram concluídas e entraram em obra cerca de 200 obras de reabilitação urbana, segundo dados da Câmara Municipal. São exemplo disso, a recuperação do antigo edifício do Banco de Portugal, na Baixa, já em obra, ou a loja da Benneton, no Rossio, já concluída.

527
De acordo com o estudo da CIP, fazer pequenas reparações numa casa custa cerca de 50 euros por metro quadrado (m2). Se for uma reparação média, esse valor sobe para os 158,1 euros/m2 e se for uma intervenção de grande dimensão, o custo é de 527 euros/m2.


22,1%
Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), em 2009 as obras de reabilitação em Portugal representaram 22,1% de todas as obras de construção realizadas no país. O restante era obra nova, mas já indicava uma quebra de mais de 2% em relação ao ano anterior.

Benefícios fiscais


- A nova lei define a possibilidade de ter o IVA a 5% para obras de reabilitação, mas apenas para aquelas que estão dentro das áreas definidas para reabilitar. Com as novas medidas do Orçamento do Estado, essa taxa de IVA sobe para 6%.

- A CIP quer mais medidas fiscais, nomeadamente isenção de IMT na primeira transação, caso o prédio se destine a arrendamento por um minímo de dez anos.

- A associação quer ainda que se aplique a taxa de IVA mais baixa a todas as obras em edifícios para habitação.

Fonte: Diário económico
Por: Ana Baptista

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Exportações compensam quebras recorde na procura interna

 Apesar de o investimento ter registado o maior recuo do ano, a economia cresceu 1,4 por cento no terceiro trimestre. Consumo privado abrandou significativamente

Este ano parece estar realmente a correr melhor do que se previa. O Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgou ontem os dados finais do terceiro trimestre, que mostram que a economia portuguesa cresceu 1,4 por cento em termos homólogos. As exportações são, uma vez mais, o motor do crescimento e compensaram dois recordes negativos na procura interna: a maior quebra do investimento e o maior abrandamento do consumo privado registados este ano.

Os dados divulgados ontem pelo INE vieram rever ligeiramente em baixa (0,1 por cento) as previsões anteriormente apresentadas. Entre Julho e Setembro, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 1,4 por cento em termos homólogos e 0,3 por cento em cadeia. As exportações tiveram este trimestre o melhor comportamento trimestral de todo o ano, aumentando 9,2 por cento face ao terceiro trimestre de 2009. As importações também deram o seu contributo, crescendo ao ritmo mais baixo deste ano (1,5 por cento).

"A grande história de sucesso deste ano é, claramente, o bom desempenho das exportações", considera Cristina Casalinho, economista-chefe do BPI. Será, sobretudo, graças a este componente do PIB que 2010 será um ano melhor do que o previsto. Em vez de crescer apenas 0,9 por cento, o departamento de estudos económicos e financeiros do banco prevê agora um crescimento de 1,6 por cento, acima inclusive da previsão do Governo (1,3 por cento).

"Os principais parceiros comerciais, como a Espanha e a Alemanha, comportaram-se melhor do que se esperava e houve ganhos para outros mercados, como os EUA e o México", revela a economista. A isso soma-se o efeito base de 2009, ano em que o comércio internacional esteve em profunda queda, em que esteve encerrada durante alguns meses a refinaria de Sines e em que houve paragens de produção na Autoeuropa. "Tudo isto favoreceu também 2010", conclui.

Para Cristina Casalinho, a principal surpresa dos números do terceiro trimestre foi o investimento, que caiu mais do que se previa. Este indicador tem estado a descer desde o início da crise internacional (no ano passado recuou 14 por cento), mas tinha atenuado a sua diminuição nos primeiros trimestres. Entre Julho e Setembro, a queda de 8,6 por cento acabou por ser a maior de todo o ano. Para Filipe Garcia, economista da Informação de Mercados Financeiros (IMF), "isto revela uma falta de confiança grande das empresas e as suas dificuldades em aceder ao crédito". Além disso, os números do investimento acabam por ser contaminados pela crise no sector da construção, que continua em crise e tem um peso elevado na economia.

O consumo público quase estagnou (crescendo apenas 0,3 por cento), depois de ter subido 6,5 por cento no segundo trimestre, um valor claramente superior ao normal. Quanto ao consumo privado, aumentou ao ritmo mais baixo deste ano, crescendo apenas 1,3 por cento no terceiro trimestre. Uma tendência que deverá inverter-se no último trimestre. De acordo com os dois economistas contactados pelo PÚBLICO, a perspectiva de um aumento do IVA a partir de Janeiro deverá levar a uma antecipação de compras na fase final do ano.

Por Ana Rita Faria
Fonte: Público

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

'Economia paralela' continuará a crescer

João Duque comenta um estudo que demonstra o aumento da economia não registada.













A designada 'economia paralela' deverá crescer no futuro próximo, devido à crise e às medidas "que são excepcionais", diz João Duque. 

O economista reage a um estudo que demonstra o aumento da economia não registada. De acordo com uma tese de mestrado da autoria de Nuno Gonçalves, da Faculdade de Economia do Porto, e segundo a edição de hoje do Jornal de Notícias, o valor da economia paralela estava estabilizado desde 1994, tendo começado a crescer com os primeiros sinais da crise económica e financeira.

O salto mais significativo terá ocorrido na passagem de 2008 para 2009, altura em que atingiu 24% do Produto Interno Bruto (PIB), o que se traduz em cerca de 40 mil milhões de euros.

 "Esses dados corroboram o que é expectável na teoria. Não se trata de uma grande novidade, embora seja importante do ponto de vista da gestão pública e da equidade entre os portugueses", declarou o economista João Duque, que deixou um alerta: "Não se admirem quando este fenómeno aumentar".

Na base deste alerta está a existência de "medidas que deveriam ser iguais e universais", mas que contêm regimes de excepção, como é o caso do corte dos salários na função pública - decisão que irá entrar em vigor em Janeiro do próximo ano e que foi apresentado pelo Governo socialista como uma das principais formas de combater a crise económica e financeira que está a atingir Portugal -, que incluiu excepções para alguns sectores.
"Não se admirem com os resultados", avisou o economista, defendendo que o aumento da economia paralela resulta "destas campanhas de dessensibilização" das autoridades, fazendo crer junto das pessoas que "não existe equidade" e que "há uns que são diferentes dos outros".

"Perante estas excepções, as pessoas sentem-se justificadas para fazer estes negócios paralelos", acrescentou, dizendo que a fraca penalização destas situações contribui igualmente para o aumento do fenómeno.

Em declarações à Lusa, o economista João Duque advertiu ainda para os gastos públicos, que justificam também a existência dos números crescentes da economia paralela.
"As pessoas não fazem a menor ideia do dinheiro mal gasto. Não se apercebem da dimensão financeira do aumento de uma frota, por exemplo, mas reparam quando um governante circula com um carro com uma matrícula recente. E, como é óbvio, tudo isto tem uma componente psicológica, que leva as pessoas a pensar que economia paralela é justificável", disse.

O estudo de Nuno Gonçalves, que será hoje publicamente apresentado, precisamente no dia em que se assinala o Dia Internacional de Luta Contra a Corrupção, deu ainda origem ao "Índice de Economia Não Registada".

A tese de mestrado revela ainda que os valores de 2009, 24,2% do PIB, estão muito afastados dos 9,3% registados em 1970.

A economia paralela ou não registada designa o conjunto de transacções económicas que não são consideradas no apuramento do PIB, pois não são declaradas fiscalmente.

Fonte: Sapo Económico

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Portugal entre os destinos mais apetecíveis para a expansão do mercado retalhista na região EMEA

Os retalhistas voltam a estar mais confiantes quanto ao futuro, conclui o estudo “How active are retailers in EMEA?”, da CB Richard Ellis, com cerca de 77% a afirmar que pretendem abrir mais de cinco lojas até ao final de 2011.

Os retalhistas pretendem expandir os seus negócios em 38 países da região EMEA (Europa, Médio Oriente e África) até ao final de 2011. O estudo revela que 41% dos retalhistas apontam a Alemanha como mercado alvo para os planos de expansão devido ao forte crescimento económico e à falta de retalhistas internacionais. Estes aspectos fazem da Alemanha um mercado óbvio no ambiente económico actual.

Depois da Alemanha, os mercados mais emergentes são os da Polónia e França, com 33%. Espanha encontra-se na quarta posição do ranking, com 30%. Cerca de um terço de retalhistas espanhóis planeiam abrir novas lojas no seu próprio mercado, tentando equilibrar o volume de negócio.

Portugal surge na 17ª posição, com 16% dos retalhistas a apontar Portugal como destino para expansão do retalho. Em Portugal é possível assistir-se a um padrão em tudo semelhante ao que foi observado no estudo. Apesar de ser um mercado periférico e de menor dimensão face a outros mercados europeus, todos os anos se assiste à entrada de novos operadores em Portugal, o que demonstra uma clara apetência pelo mesmo.

Para Carlos Récio, Director do Departamento de Agência de Retail da CBRE, «o ano de 2010 será seguramente caracterizado como o ano da consolidação, em que os operadores preferem optimizar as suas actuais operações, investindo em mercados e realidades já conhecidas. Esta postura, ou atitude mais conservadora, não significa que não possam estar atentos a boas oportunidades que surjam noutros mercados».

«Os princípios básicos que, de uma forma geral, têm sido seguidos, são: consolidar, estudar a evolução da situação económica, procurar e analisar oportunidades, mas diminuir o mais possível o risco nos novos investimentos», sublinha Carlos Récio.

O estudo revelou ainda que o segmento do retalho com maior plano de expansão em 2011 é o segmento de Supermercado, seguido do sector de Restaurante & Café.

Segundo o estudo da CBRE, continua a existir oportunidades para os retalhistas se expandirem neste sector uma vez que continua a ter muita procura por parte dos consumidores.

Outra forte aposta será a gama de moda e acessórios que obteve um crescimento superior ao planeado. É um sector em que os retalhistas estão muito optimistas quanto ao futuro, com cerca de 28% interessados em abrir 30 ou mais lojas no próximo ano, face ao 16% deste ano.

Estes números sugerem que, apesar das incertezas do actual panorama económico, o optimismo quanto ao futuro prevalece entre muitos retalhistas. Para muitos, a expansão passa por entrar em novas cidades, mas em mercados já existentes.

Embora os planos de expansão estejam a crescer, os retalhistas tentam minimizar o risco no clima económico actual, com apenas um terço do estudo a afirmar que pretendem apostar em novos mercados.

Ainda segundo o estudo, os retalhistas preferem operar com lojas próprias e apenas 11% com preferência pelo franchise. Expandir o negócio através da aquisição de loja é um modelo apetecível em todos os sectores, particularmente para o retalho de supermercados e de produtos electrónicos, já o sector de Restaurante & Café confia mais no franchising.

Por último, o estudo reflecte que o meio online é o que está a crescer mais rapidamente no retalho, com uma grande percentagem a apresentar planos de expansão do negócio utilizando a Internet.

Fonte : CBRE

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Verdadeiramente inevitável é aumentar as nossas exportações

Exportações



O que é verdadeiramente inevitável para Portugal, é ter de aumentar as exportações. E nesta emergência nacional, o imobiliário, pode e deve dar um contributo muito importante.


Isto mesmo, pude debater, num interessante encontro que mantive em Nova Iorque com o Eng. Rui Boavista Marques, agora responsável pela delegação da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) naquela emblemática capital do Mundo.


Pelo 590 da não menos emblemática Quinta Avenida de Nova Iorque, sede nova-iorquina do AICEP, onde uma delegação da Associação de Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), por mim presidida, foi recebida, em dia de S. Martinho, pelo Eng. Rui Boavista Marques, pelo 590 da Quinta Avenida de Nova Iorque, passam, em consulta, investidores norte americanos com interesses em Portugal, como por exemplo o Fundo de Investimento Imobiliário Black Stone, que detém 10% do capital da EDP e 7% da PT, para citar apenas participações mais mediáticas.


Ultimamente, o assunto do dia é o da dívida soberana portuguesa e das soluções que o Governo português pode optar para a superar: uma delas – a mais importante e inevitável – é seguramente a do aumento das exportações, uma das razões pelas quais a APEMIP celebrou um protocolo de cooperação com a Associação de Profissionais Imobiliários de Miami (MIAMIRE), acordo aliás muito saudado pelo Eng. Rui Boavista Marques.


Os Estados Unidos da América, com todo o seu esplendor e riqueza, são ainda terras de oportunidade pois ainda há sectores com capacidade para penetrar nessa imensa América – basta apenas sublinhar que não há, nos Estados Unidos da América, unidades que fabriquem transformadores de média e pequena dimensão. O nosso conhecimento nesta área de negócios é, se potenciado devidamente, uma clara mais valia.


Aos olhos dos americanos, Portugal não é apenas um exportador, mas sim um investidor. As parcerias que tem vindo a desenvolver, no plano da investigação científica, com alguns dos mais famosos institutos da Alemanha e dos Estados Unidos da América é também um argumento de peso para o peso da nossa imagem no contexto Mundial.


As ligações portuguesas ao MIT, à Harvard Medicale ou à Columbia são importantes no plano universitário, mas também no plano económico pois as universidades, cá como lá, são pólos de atracção de empresas, prontas a responder às exigências da própria população universitária.


Tudo isto tem grande peso e abona a nossa favor no plano internacional, numa recomendação que é meio caminho andado para a própria recuperação. Assim o queiramos e saibamos por em prática.


Luís Carvalho Lima
Presidente da Direcção Nacional da APEMIP


Publicado dia 17 de Novembro de 2010 no Público Imobiliário

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