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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

A LEI DA OFERTA E DA PROCURA AINDA FUNCIONA

Leio, com alguma perplexidade, uma informação cuja proveniência ostenta ou deveria ostentar credibilidade, que as rendas dos imóveis colocados no mercado de arrendamento urbano estão a descer. Se fosse verdade, a Lei da Oferta e da Procura teria sido totalmente subvertida em Portugal.
O que se passa é, precisamente, o contrário. Há pouca oferta neste mercado, muita procura e os preços, em consonância sobem. É a Economia a funcionar e a Economia, mesmo em momentos de aperto, não começa a funcionar ao contrário, por muita vontade de uns tantos.
Os preços das rendas dos imóveis colocados no mercado de arrendamento urbano, aumentam e estão elevados, não apenas por força da Leia da Oferta e da Procura que diz que os preços sobem quando a procura é superior à oferta, mas também por um natural mecanismo de compensação dos próprios proprietários.
É que os proprietários ainda temem os efeitos da lei em vigor, já com os dias contados em certos aspectos,  compensando com a elevação das rendas a possibilidade de alguns inquilinos passarem a não pagar e poderem ficar nessa situação durante muito tempo.
Este fenómeno é, mal comparando, semelhante ao que ocorre com a chamada dívida soberana. Quem investe nesses títulos, mas desconfia ou é levado a desconfiar que o devedor possa ter dificuldades em pagar a tempo e horas, faz aumentar os juros do empréstimo. Com algumas nuances, reconheça-se.
No mercado do arrendamento urbano a oferta é pouca, não apenas pela recusa de muitos proprietários em colocar as respectivas propriedades nesse mercado, enquanto não houver garantias de uma solução rápida para o incumprimentos dos contratos, mas também pelo excessivo peso fiscal sobre as rendas.
Enquanto estas continuarem a ser fiscalmente penalizadas em sede de IRS, em valores superiores aos que são praticados nos depósitos a prazo ou noutros investimentos semelhantes, como nas aplicações em fundos, incluindo imobiliários, a tendência é travar o crescimento da oferta no arrendamento.
Na avaliação desta situação, a máquina fiscal releva vistas curtas: a adopção de uma fiscalidade mais justa sobre as rendas de imóveis urbanos potenciaria o mercado e faria com que mais receitas entrassem nos cofres do Estado por esta via, entretanto”congelada”.
Neste entretanto, com as restrições à concessão de crédito para aquisição de habitação, a procura no mercado de arrendamento cresce sem o correspondente crescimento da oferta, e neste quadro crescem também as rendas. Infelizmente, para quem também faz a mediação neste mercado.

Luís Carvalho Lima
Presidente da APEMIP
luislima@apemip.pt (Publicado dia 26 de Janeiro de 2011 no Público Imobiliário)

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

RECONHECER A VERDADEIRA DIMENSÃO DA MEDIAÇÃO IMOBILIÁRIA

A existência de um movimento associativo empresarial forte, nomeadamente na área da mediação imobiliária, é fundamental para a Economia, para o sector da Construção e do Imobiliário e, o que é mais importante, para o próprio público consumidor, razão final do mercado.

Esta foi uma das minhas mensagens no discurso de tomada de posse como presidente reeleito da Associação de Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), à frente de uma lista de continuidade com a anterior, apesar de significativamente renovada.

A cerimónia, mais virada para o interior do que para o exterior, num acto quase em família, assumiu-se também pela contenção, como um sinal da sobriedade e da unidade que a defesa dos interesses do sector e da Economia exige, neste contexto difícil que vivemos e que temos de enfrentar.

Este encontro foi também um pretexto para lançar na agenda do sector algumas reflexões e preocupações que a própria vida associativa empresarial levanta, nomeadamente em tempos de aperto, como os que se vivem quando é mais fácil acomodarmo-nos no nosso canto à espera que a crise passe.

Lembrei, na ocasião, que os dois anos do meu primeiro mandato como presidente da APEMIP, coincidiram com anos muito duros para o sector, em plena crise internacional do subprime, com as conhecidas consequências para muitas empresas do sector, da promoção à mediação imobiliária.

E disse ainda, na linha de uma mensagem que tinha endereçado a todos os meus antecessores no lugar, que é justo sublinhar que a dedicação nestas funções, às vezes quase em exclusivo, pode ser incompatível com os interesses dos próprios dirigentes que também são empresários.

Isto, apesar de ser hoje já claro que um movimento associativo empresarial forte, como refiro no início, é indispensável para que o sector retome o seu papel na locomotiva do desenvolvimento económico, sem ceder nas preocupações inerentes a um desenvolvimento realmente sustentado.

O caminho que a mediação imobiliária já trilhou em Portugal é uma tábua cronológica  que marca momentos de condições políticas, económicas e sociais muito diversas, desde os tempos – felizmente longínquos - em que a nossa profissão, quase não reconhecida, era apenas tolerada.

O reconhecimento da importância da nossa actividade – que acrescenta valor às transacções imobiliárias  e que consegue fazer a síntese dos interesses que se cruzam no mercado num equilíbrio entre a procura e a oferta –, o reconhecimento do nosso papel deve ser relevado com Justiça.

Pela nossa acção também está a passar a aposta nacional na reabilitação urbana ou o alargamento do nosso mercado, nomeadamente no Mundo lusófono,  tendo em vista a internacionalização do nosso imobiliário e a desejável captação, por esta via, de investimento estrangeiro.

Disse tudo isto, na cerimónia da tomada de posse que venho citando, com orgulho mas também com a esperança de que este nosso trabalho, não menos patriótico do que outros que assim se designam, seja consagrado no reconhecimento que tarda da verdadeira dimensão da mediação imobiliária.

Luís Carvalho Lima
Presidente da Direcção Nacional da APEMIP
luislima@apemip.pt

(Publicado dia 12 de Janeiro de 2011 no Público Imobiliário)

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

RENDAS POR REFORMAS

A reanimação do mercado do arrendamento urbano, intimamente ligado aos projetos de reabilitação dos centros urbanos que deverão arrancar a sério neste ano de 2011, volta a dar ao imobiliário a possibilidade de se assumir como uma hipótese de investimento com vista a complementar uma reforma que na Segurança Social tende a ser mais apertada.
A possibilidade de desjudicialização e consequente agilização dos processos de despejo em caso de incumprimento de contratos de arrendamento urbano (um dos crónicos entraves ao mercado arrendamento), vem reanimar aquela solução de investimento, muito ensaiada quando a Segurança Social era incipiente e o mercado de arrendamento mais fiável.
Se se concretizarem – como tudo indica e já foi anunciado – as intenções governamentais de apoiar a reabilitação dos centros urbanos e de se rever a actual lei das rendas, mais gente aparecerá a querer investir neste mercado, pensando também no mercado do arrendamento urbano que lhe está associado e apostando nele como alternativa ou complemento de reforma.
Esta vocação do património construído, que já teve, entre nós, tradições enraizadas, caiu quando o mercado do arrendamento deixou de ser realmente um mercado para se transformar, alegadamente com fins sociais, numa ilegítima apropriação, por parte do Estado, da própria propriedade imobiliária privada, com as consequências que todos conhecemos.


Mas para que este cenário seja exequível, como a Economia Portuguesa exige, é ainda necessário que se reveja o quadro fiscal dos proventos obtidos pelas rendas. Continuar a taxa-los em sede de IRS, é remar contra a maré. No mínimo, exige-se que tais rendimentos tenham o mesmo tratamento dado aos depósitos a prazo ou aos fundos de investimento. No mínimo.

Luís Carvalho Lima
Presidente da Direcção Nacional da APEMIP
luislima@apemip.pt

(A publicar dia 8 de Janeiro de 2011 no Expresso)

IMOBILIÁRIO REGRESSA À FRENTE DA RECUPERAÇÃO

 

lisboa

A FIABCI, sigla obtida pelas iniciais da denominação em francês, do maior clube de negócios imobiliários do Mundo (Fédération Internationale des Administrateurs de Biens Conseils et Agents Immobiliers), vai organizar em Lisboa, a 27 de Janeiro, na sua qualidade de consultora especial do Conselho Económico e Social das Nações Unidas, um encontro para debater os caminhos do desenvolvimento do sector Imobiliário, nos países que tentam superar as vicissitudes financeiras mundiais.

Com o apoio das Nações Unidas, através do respectivo Comité Económico Europeu, mais precisamente pelo Environmental Affairs Officer Environment, Housing and Land Management Division, esta jornada de trabalho subordinada ao tema “Princípios e orientações para o desenvolvimento do sector Imobiliário de um país”, terá como base de reflexão um documento elaborado pelo Internacional Real Estate Advisory Network .

A Associação de Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), principal membro da FIABCI em Portugal e a instituição que assume, na pessoa do seu dirigente Vítor Patacas, a vice-presidência do FIABCI para a Europa, está a dar apoio a esta iniciativa da UNECE e da FIABCI que, por um dia, transformará Lisboa na capital mundial do imobiliário.

É bom lembrar que os princípios e as orientações contidos no documento base referido, são sugestões elaboradas para que os mercados interessados em fazer com que o imobiliário volte a ser um dos meios de recuperação e fortalecimento das economias, possam desenvolver acções multidisciplinares locais, orientadas e apoiadas pelos governantes,  que invertam as tendências económicas actuais, retomando rotas de desenvolvimento.

O sector da construção e do imobiliário regressa assim, à frente da recuperação económica, reenquadrando-se num cenário que se deseja para um efectivo desenvolvimento sustentado, em consonância com as próprias tendências do mercado em Portugal, que se prepara, neste 2011, para viver o ano um da reabilitação urbana, recuperando atrasos, relativamente à Europa, sentidos nesta área.

Luís Carvalho Lima
Presidente da Direcção Nacional da APEMIP
luislima@apemip.pt

(Publicado dia 7 de Janeiro de 2010 no Diário de Notícias)

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

TER OU NÃO BOM SENSO

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Quase tudo, na vida como nos negócios, resolve-se mais facilmente com bom senso. Esta receita é também aplicável aos mercados imobiliários. Não é preciso ter um curso superior especializado para perceber que insistir em disseminar a dúvida e o pessimismo sobre o mercado é um tiro no pé injustificável e de consequências imprevisíveis.
Nos últimos tempos, tenho-me desdobrado em desfazer as ideias preconcebidas dos que insistem em dizer que o mercado está pelas ruas da amargura, ignorando, por exemplo, o que o insuspeito Banco Central Europeu diz, quando revela que os preços da habitação em Portugal subiram no corrente, 1,3% no primeiro trimestre e 1,6% no segundo. A situação no sector, não sendo famosa, está longe de ser o pântano que alguns anunciam.
Há muito que o mercado imobiliário português reclama novos paradigmas de actuação. Todos sabemos – ou devíamos saber – que os segmentos do arrendamento urbano e da reabilitação urbana estão, entre nós, muito aquém do que praticado na generalidade dos países da Europa. Esta realidade tem explicações plausíveis e implica soluções que, muitos, há muito tempo, vêm defendendo.
Refiro-me à adopção de soluções que agilizem os despejos dos arrendatários que não cumprem o respectivo contrato de arrendamento, e, refiro-me à adopção de uma fiscalidade sobre o imobiliário que favoreça a reabilitação e o próprio arrendamento. Se os rendimentos provenientes deste mercado continuarem a ser taxados em sede de IRS, e não como outros rendimentos semelhantes, a vontade de investir neste mercado não chega a formar-se.
São temas que temos vindo, com insistência, a colocar na mesa e nas agendas de quem possa contribuir para a respectiva solução, sem a preocupação, tardia, de alguns, em reclamar para eles uma glória que está longe de lhes poder ser atribuída em exclusivo. Eis outro bom senso que também seria desejável.

Luís Carvalho Lima
Presidente da Direcção Nacional da APEMIP
luislima@apemip.pt

terça-feira, 30 de novembro de 2010

'Casa Pronta soma prémios'

Depois do relatório Doing Business 2011, a colocar Portugal no pódio no que toca a registar a propriedade de imóveis, mérito que cabe inteiramente ao projecto Casa Pronta, o Instituto de Registos e Notariado soma e segue no que respeita às boas práticas do sector público.

O “e-certidões” foi galardoado na categoria Serviço ao Cidadão para Administração Central Indirecta e o “Casa Pronta” na categoria Redução de Custos para o Cidadão. Prémios atribuídos pela Deloitte e pelo Diário Económico, duas empresas bem firmes do sector privado.

Como disse Susana Toscano, presidente do júri que atribuiu estes prémios, muitos destes projectos, e não exclusivamente os premiados, já contribuíram para reduzir a despesa e já contribuíram para fazer aumentar a produtividade, dois dos pilares essenciais para superar a actual conjuntura desfavorável do país.

O nosso desenvolvimento também passa pela investigação e pelas tecnologias de informação, nomeadamente quando estes avanços podem ser aplicados na prática, como tem vindo a acontecer nos últimos tempos por força de uma jovem geração que introduziu o MP3 na governação.

Repito o que muitas vezes digo, citando um antigo presidente da República: nós que somos Sociedade Civil, mas também Estado, porque o Estado somos todos nós, não podemos diabolizar o Estado, que tem qualidades para divinizar a Sociedade Civil, que tem defeitos, nem divinizar o Estado que também tem defeitos, para diabolizar a Sociedade Civil, que também tem qualidades.

A César sempre o que é de César.

Luís Carvalho Lima
Presidente da Direcção Nacional da APEMIP

Mais informações contacte a CasaCaso em http://www.casacaso.com

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

O PRESTÍGIO DO IMOBILIÁRIO REAFIRMA-SE EM NARLEANS


Num dos títulos mais felizes da Convenção Anual dos agentes imobiliários dos Estados Unidos da América, este ano de novo realizada no coração de Louisiana, lia-se que este encontro iria transformar New Orleans em NARleans (“This Week, New Orleans Becomes ‘NARleans”), neologismo criado a partir da sigla da National Association of Realtors (NAR) e do topónimo Orleans.

Há quatro anos, quando a cidade ainda sentia os efeitos do furacão Katrina que a devastara em 2005, a NAR, a mais forte organização imobiliária do Mundo, com mais de um milhão e quatrocentos mil associados nos Estados Unidos, reuniu a sua Convenção Anual em New Orleans. Os mediadores imobiliários norte-americanos foram dos primeiros profissionais a mobilizarem-se na reconstrução da cidade.

Isto mesmo foi recordado este ano nesta nova Convenção da NAR, realizada na mais famosa cidade de Louisiana, por Peter Knight, um dos oradores convidados deste encontro, o mesmo professor inglês que em Fevereiro de 2008 esteve em Lagoa, no Algarve, num seminário que a Associação de Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP) ali organizou.

As Convenções anuais da NAR, posto que centradas na realidade dos Estados Unidos da América, transformam-se num pólo de oportunidades. Acresce que nós, portugueses, tínhamos este ano um motivo extra para estar neste encontro norte-americano – o presidente da NAR para o ano de 2011, entronizado nesta Convenção, Ron Phipps, é casado com uma portuguesa, Susan Martins.

Não direi esse lugar comum  que proclama, em momentos como este, que o Mundo é pequeno, embora saiba que o Mundo é de facto pequeno, não pelo facto de um americano ter casado com uma portuguesa, mas pelo facto de podermos, pelo menos no Mundo Ocidental, promover nos quatro cantos do planeta, o nosso imobiliário, num esforço de internacionalização que pode ser vital para a nossa própria economia. E isto, como se sabe, também ocorre, e até pode ocorrer de forma mais eficaz, em momentos como os de uma Convenção da NAR.

Já no regresso a Portugal, a delegação da APEMIP que se deslocou aos Estados Unidos para a Convenção da NAR, conta avistar-se em New York, com o nosso embaixador da Agencia para o Investimento e Comércio Externo (AICEP), nessa emblemática cidade, Eng. Rui Boavista Marques, encontro que decorrerá, se tudo correr como previsto, depois de ter escrito esta crónica, mas antes dela poder ser lida pelos nossos leitores. A pretexto e em nome da internacionalização do nosso imobiliário.

Luís Carvalho Lima
Presidente da Direcção Nacional da APEMIP
luislima@apemip.pt
(Publicado dia 19 de Novembro de 2010 no Sol)

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

HÁ MAIS PORTUGUESES GALÁCTICOS


Ao Dr. António Horta Osório, indigitado CEO do Lloyds Banking, que depois de ter vivido em Londres, em Nova Iorque, em São Paulo e em Lisboa, a cidade que, confessada e publicamente mais o encanta para viver, volta à capital britânica, ao Dr. António Horta Osório, alguém dirá que “boa Lisboa é Londres”.
Ao Mestre de Avis, em finais do século XIV, antes de se tornar D. João I, alguém, tentando evitar que ele cedesse à tentação de sair do país, disse-lhe que “Bom Londres é Portugal”. Os tempos são outros e o Dr. Horta Osório, a chegar ao topo da carreira no grupo Santander, troca essa perspectiva pelo topo da pirâmide do Lloyds Banking, naquela que já é a mais significativa transferência do mundo das finanças.
Na mesma altura, em que esta transferência quase tão galáctica como as dos jogadores de futebol do Real Madrid era tornada pública, soube-se que uma equipa de cientistas liderada por um investigador português de 33 anos, Pedro Baptista, conseguiu usar células humanas para criar um fígado em laboratório, feito que abre novas perspectivas  ao universo dos transplantes.
Este jovem cientista do laboratório de Medicina Regenerativa da Universidade norte-americana de Wake Forest que anunciou a descoberta de parceria com outro investigador, numa reunião científica que decorreu em Outubro, em Boston, manifestou-se interessada em voltar para Portugal o mais cedo que lhe seja possível.
Bem precisa o pais de todos os seus galácticos – um capital humano insubstituível.

Luís Carvalho Lima
Presidente da Direcção Nacional da APEMIP
luislima@apemip.pt
(Publicado dia 17 de Novembro de 2010 no Diário Económico)

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

NUMA PRIMEIRA LINHA DA INTERNACIONALIZAÇÃO

Economia Mundial
A Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) está empenhada em promover a internacionalização da nossa economia, tendo desenhado um programa específico para o efeito – Internacionalizar para Crescer – que foi apresentado no emblemático edifício da Alfandega do Porto, no passado dia 27 de Outubro.



Como diz o Dr. Basílio Horta, presidente da Comissão Executiva da AICEP, “hoje, mais do que nunca, a internacionalização da economia portuguesa constitui-se como a única estratégia para uma recuperação económica sustentada”, opções que implicam o estímulo do crescimento económico a médio prazo, na promoção e na renovação da nossa capacidade produtiva, da actividade das nossas empresas exportadoras e na promoção da imagem de Portugal.

Temas e preocupações que são, desde há muito, acarinhados pela Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), a que presido, como o provou a realização, na IMOBITUR 2010, de um seminário da APEMIP cujo mote foi “Mundo com M de mercados”, uma reflexão em torno das potencialidades que se abrem com a internacionalização do mercado imobiliário português.

À data anunciava-se para breve a constituição da Confederação do Imobiliário de Língua Oficial Portuguesa (CIMLOP), estrutura, entretanto já constituída e a iniciar actividade em velocidade de cruzeiro, para a qual  a APEMIP muito se empenhou, na convicção de que também pode ser um instrumento dessa mesma internacionalização, sem prejuízo da vocação de reciprocidade que existe entre os oito mercados da lusofonia.

Neste quadro de preocupações, nem sempre se torna claro que um sector como o do imobiliário possa exportar. Mas, na verdade, a captação de investimento estrangeiro para este mercado, nomeadamente nas áreas do turismo residencial, é uma forma, das mais seguras, de exportação e de internacionalização para a qual temos contribuído sem qualquer contrapartida.

O esforço, neste sentido, das associações empresariais, como é a APEMIP, é uma manifestação externa do empenho dos privados nos destinos do país, como sublinhou o senhor ministro António Mendonça, na cerimónia de tomada de posse dos órgãos sociais da CIMLOP, que deve merecer os apoios que o Estado concede para estas iniciativas chave.

Sendo certo que não estamos à espera, para agir em prol do Estado, de saber o que o Estado pode fazer por nós, a verdade é que, carecemos de apoios para dar continuidade a esta tarefa de mostrar, no estrangeiro, a excelência e segurança do nosso mercado imobiliário como produto exportável. E só os reclamamos em nome desse desígnio nacional que é a internacionalização, como muito bem sublinha o Dr. Basílio Horta.

Luís Carvalho Lima
Presidente da Direcção Nacional da APEMIP
luislima@apemip.pt
(Publicado dia 12 de Novembro de 2010 no Sol)

LARGUEM OS CAE

Mediação Imobiliária

A mediação imobiliária portuguesa está desejosa que lhes larguem os CAE, ou melhor, que lhes alarguem os CAE para que, finalmente, possa beneficiar de apoios de que há muito é credora pelo papel que tem vindo a desempenhar no esforço de internacionalização da nossa Economia.

Ninguém vive só de palmadinhas nas costas, embora seja agradável saber que o nosso esforço neste sentido, esforço, sublinhe-se, muito pouco corporativo, é reconhecido e até apontado como um exemplo no quadro do desempenho das associações empresariais.

Nós, que também somos Estado na exacta medida em que o conceito alargado e rigoroso de Estado engloba território, língua e população (e não restritivamente apenas os órgãos de soberania), nós  temos a obrigação de agir antes de reclamar e de contribuir para a solução, não para o problema.

Por estes tempos, em se evoca o cinquentenário da eleição do presidente Kennedy, fica bem lembrar aquela célebre passagem do discurso da posse de JFK quando ele exorta a que não se pergunte o que o Estado pode fazer por cada um para que cada um pergunte o que pode fazer pelo Estado.

Nós, mediação imobiliária, sabemos bem o que podemos fazer pelo Estado e pela Economia. Sabemos e temos cumprido o nosso dever de empresários empenhados no bem colectivo. Mas é justo que possamos beneficiar dos apoios que estas acções merecem.

Para isso, basta que nos (a)larguem os CAE, isto é, para quem não está familiarizado com estas siglas, os códigos das competências profissionais da mediação imobiliária, há muito desactualizados e desajustados da realidade do país e do sector.

Luís Carvalho Lima
Presidente da Direcção Nacional da APEMIP
luislima@apemip.pt
(A publicar dia 13 de Novembro de 2010 no Expresso)

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

SCUT ou SCUD?

SCUT OU SCUD ?
Com as dificuldades que os cidadãos estrangeiros, de língua materna diferente da nossa, podem sentir quando confrontados com o Português, a sigla SCUT, aplicada às estradas que não tinham, mas já têm, custos para os utilizadores, pode ser confundida com a sigla SCUD, nome dado a alguns mísseis balísticos de curto alcance.
Curto alcance, vistas curtas e outros eufemismos é o que se aplica, com propriedade, à decisão de fazer com que os estrangeiros que nos visitem utilizando automóvel, paguem, da forma excessiva e burocrática, como terão de o fazer,  as SCUT´s que eventualmente venham a utilizar.
Trazer estrangeiros a esta ponta ocidental da Europa, a esta periferia do Velho Continente, que alguns europeus julgam já em África ou noutras paragens de um Mundo de geografia estranha,  já era tarefa difícil sem aquelas portagens, quanto mais com portagens de pagamento verdadeiramente kafkiano.
Que alguns de nós tenham de suportar esses novos pagamentos, inicialmente imprevistos como o próprio nome das estradas (Sem Custos para o utilizador)  indicava, entende-se. Mal, mas entende-se. Mas os estrangeiros, senhores? O que se arrecada com estas intolerantes taxas não compensa o que se perde em desistências de visitas a Portugal.
Sem uma atenção a esta realidade, as SCUT’s transformar-se-ão em verdadeiros SCUD’s ou mísseis balísticos de curto alcance e de grande efeito devastador apontados ao nosso turismo. A troco de meia dúzia de euros a recolher, de forma bizarra, com pagamentos prévios e altamente burocráticos, junto dos estrangeiros que sejam apanhados em tais caminhos.

Luís Carvalho Lima

Presidente da Direcção Nacional da APEMIP
luislima@apemip.pt
(Publicado dia 10 de Novembro de 2010 no Diário Económico)

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Falta de maturidade da mediação imobiliária

A falta de maturidade da mediação imobiliária, leva a que se atrase a entrada em Portugal de um MLS ou seja um portal único para os imóveis com tratamento de exclusividade, a partilha entre mediadores e angariadores responsáveis e credenciados. Para quando a APEMIP e ou conjunto de profissionais para o lançar..
Nós estamos prontos....who else ?

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