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quarta-feira, 2 de março de 2011

Lisboa gasta e bem...

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Todos e cada um de nós já barafustou contra a faceta perdulária das Câmaras Municipais.
E se pudéssemos entrar na festa e dar uma ajudinha nos gastos? Anime-se, esse dia chegou.
Nesta iniciativa, a Câmara Municipal de Lisboa, aplica uma fatia do orçamento (até 5M€) na concretização de um projecto sugerido pelos cidadãos. Abra a sua gaveta das criticas e transforme-a numa boa ideia. Foi o que fez um amigo da Casa`Caso . Este bom gastador  viu concretizado o projecto das ciclovias. Para ser o próximo vá a http://lisboaparticipa.cm-lisboa.pt/ e participe com a sua ideia ou vote na proposta do vizinho.
Ana Saraiva

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

A LEI DA OFERTA E DA PROCURA AINDA FUNCIONA

Leio, com alguma perplexidade, uma informação cuja proveniência ostenta ou deveria ostentar credibilidade, que as rendas dos imóveis colocados no mercado de arrendamento urbano estão a descer. Se fosse verdade, a Lei da Oferta e da Procura teria sido totalmente subvertida em Portugal.
O que se passa é, precisamente, o contrário. Há pouca oferta neste mercado, muita procura e os preços, em consonância sobem. É a Economia a funcionar e a Economia, mesmo em momentos de aperto, não começa a funcionar ao contrário, por muita vontade de uns tantos.
Os preços das rendas dos imóveis colocados no mercado de arrendamento urbano, aumentam e estão elevados, não apenas por força da Leia da Oferta e da Procura que diz que os preços sobem quando a procura é superior à oferta, mas também por um natural mecanismo de compensação dos próprios proprietários.
É que os proprietários ainda temem os efeitos da lei em vigor, já com os dias contados em certos aspectos,  compensando com a elevação das rendas a possibilidade de alguns inquilinos passarem a não pagar e poderem ficar nessa situação durante muito tempo.
Este fenómeno é, mal comparando, semelhante ao que ocorre com a chamada dívida soberana. Quem investe nesses títulos, mas desconfia ou é levado a desconfiar que o devedor possa ter dificuldades em pagar a tempo e horas, faz aumentar os juros do empréstimo. Com algumas nuances, reconheça-se.
No mercado do arrendamento urbano a oferta é pouca, não apenas pela recusa de muitos proprietários em colocar as respectivas propriedades nesse mercado, enquanto não houver garantias de uma solução rápida para o incumprimentos dos contratos, mas também pelo excessivo peso fiscal sobre as rendas.
Enquanto estas continuarem a ser fiscalmente penalizadas em sede de IRS, em valores superiores aos que são praticados nos depósitos a prazo ou noutros investimentos semelhantes, como nas aplicações em fundos, incluindo imobiliários, a tendência é travar o crescimento da oferta no arrendamento.
Na avaliação desta situação, a máquina fiscal releva vistas curtas: a adopção de uma fiscalidade mais justa sobre as rendas de imóveis urbanos potenciaria o mercado e faria com que mais receitas entrassem nos cofres do Estado por esta via, entretanto”congelada”.
Neste entretanto, com as restrições à concessão de crédito para aquisição de habitação, a procura no mercado de arrendamento cresce sem o correspondente crescimento da oferta, e neste quadro crescem também as rendas. Infelizmente, para quem também faz a mediação neste mercado.

Luís Carvalho Lima
Presidente da APEMIP
luislima@apemip.pt (Publicado dia 26 de Janeiro de 2011 no Público Imobiliário)

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

"Há sinais de forte interesse" árabe em projetos portugueses

O secretário de Estado da Energia diz que várias entidades do Golfo Pérsico mostraram "sinais de interesse forte" em projetos portugueses.

"Há bastantes sinais de interesse forte: Em projetos concretos nos vários domínios e também algum interesse em que as empresas portuguesas invistam aqui. As áreas ligadas ao turismo, à construção e à energia são as mais interessantes", disse Carlos Zorrinho no decorrer da Cimeira Mundial da Energia, um evento a decorrer até quarta-feira em Abu Dhabi.

Para Zorrinho, o Qatar e os Emirados Árabes Unidos, especialmente os emirados do Abu Dhabi e do Dubai, "são países que estão num processo de reconstrução fortíssimo do ponto de vista turístico e imobiliário, também por causa da organização do Mundial" de futebol.

A juntar a essa vontade, disse o secretário de Estado, "estão empresas portuguesas que são muito qualificadas e têm muita experiência no trabalho com países similares: Marrocos, Tunísia, Argélia". Ou seja, assegurou Zorrinho, "são empresas muito bem posicionadas para fazer investimentos aqui".

Sector solar é o que mais atrai eventuais parceiros árabes

Na área da energia, disse, é o sector solar que tem despertado mais interesse de eventuais parceiros árabes. "Houve muito contacto e interesse nas nossas empresas do sector solar. Há uma oportunidade de investimento no solar no Qatar, nos Emirados, em Portugal e depois, em conjunto, no mundo", disse Zorrinho.

Um primeiro passo, explicou o secretário de Estado, é o investimento em dois sentidos, um segundo é associar empresas para investimentos conjuntos noutros países. E isso resulta da união entre tecnologia portuguesa e músculo financeiro dos emirados ou do Qatar.

"Juntar a tecnologia solar muito sofisticada das empresas portuguesas a estas empresas, que têm um financiamento muito facilitado, é uma mistura muito positiva", considerou.

A missão portuguesa inclui uma visita à cidade de Masdar, cuja conclusão está prevista para cerca de 2020, e conta com um outro apoio: a visita oficial ao país do primeiro-ministro, José Sócrates, que é um dos chefes de Estado e Governo que hoje discursam na sessão de abertura da World Future Energy Summit.

Fonte: Diário Económico

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Governo cria micro-crédito para desempregados

A Ministra do Trabalho anunciou a criação de uma linha de micro-crédito destinada a jovens desempregados e jovens à procura do primeiro emprego. O processo deverá estar pronto na próxima semana.

Podem candidatar-se particulares e instituições. Os limites de financiamento são de 25 mil euros para as instituições e 15 mil euros para candidaturas individuais.

Os interessados podem candidatar-se junto dos centros de emprego ou da Cooperativa António Sérgio para a Economia Social, responsável pela gestão do programa.

Depois da primeira reunião do Conselho Nacional para a Economia Social, a governante anunciou ainda uma linha de crédito bonificado destinada às organizações da economia social, no valor de 12,5 milhões de euros, e a criação da Cooperativa na Hora.

Fonte: TVNET

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Mais arrendamento, menos endividamento

A revisão da lei de arrendamento deve tornar mais rápido e simples reaver os imóveis em caso de incumprimento.

Devia também estimular a que mais rendas sejam declaradas para efeitos fiscais. Em ambos os casos a intermediação bancária poderá dar uma ajuda. O funcionamento deste mercado é importante para aumentar a mobilidade dos trabalhadores, reduzir o endividamento e aumentar a competitividade das nossas cidades.
Nas 50 medidas recentemente apresentadas, o Governo comprometeu-se a apresentar até ao final do 1.º trimestre de 2011 uma proposta de lei que simplifique, torne rápidos e eficazes os procedimentos necessários para o senhorio obter a entrega do seu imóvel livre e desocupado perante o incumprimento do contrato de arrendamento.


Este é um aspecto fundamental para a melhoria do mercado de arrendamento. O tempo e os custos em que o senhorio incorre para reaver um imóvel, nos casos em que os inquilinos deixam de pagar a renda, funcionam como um forte desincentivo à colocação de casas no mercado. Em resultado desta falha, há em Portugal centenas de milhares de casas fora do mercado. São milhares de milhões de euros de capital parado.

Há também muitas pessoas a ter de arrendar imóveis em condições desfavoráveis ou a serem forçadas a comprar casa, aumentando o endividamento, mesmo quando esta não é a melhor solução.
Uma forma de simplificar seria abrir a possibilidade de em novos contratos se poder colocar, por mútuo acordo, uma entidade como árbitro, a qual garantiria a vigilância do seu cumprimento. Os novos contratos poderiam estabelecer que o pagamento da renda será efectuado num determinado dia e numa determinada conta. Para estes contratos, uma simples declaração do banco que certifique que a conta não foi creditada no montante devido em dois meses consecutivos, seria suficiente para iniciar um processo, que com a revisão da legislação leve à rápida libertação do imóvel.


Uma cláusula desta natureza permitia uma enorme simplificação do processo. Mas poderia também permitir que, no caso de incumprimento, houvesse um registo do mesmo, ajudando a evitar que os incumpridores burlem sucessivamente diferentes senhorios. Hoje, quem deixe de pagar a prestação do carro, da televisão, ou da casa fica com limitações à obtenção de novos créditos. Quem deixe de pagar renda, limita-se a fazer um contrato com o senhorio seguinte. Aumentar a responsabilização dos inquilinos relativamente aos deveres que já hoje têm, é mais importante do que limitar os seus direitos, e é essencial para por o mercado de arrendamento a funcionar.


A revisão da legislação deve também reforçar a responsabilização dos senhorios no que toca ao cumprimento das suas obrigações fiscais. Os contratos que gozem de novos mecanismos de protecção, devem também ser declarados a entidades públicas para fins fiscais.
O não funcionamento do mercado de arrendamento é particularmente penalizador para os jovens e para quem não tem uma situação profissional estável, ou para quem não quer ficar preso a uma localização e a uma dívida por 20 ou 30 anos. No momento actual, em que as restrições ao crédito se fazem notar de forma mais forte, este problema acentua-se. Quem quer arrendar depara-se hoje com um mercado onde a oferta de imóveis de qualidade é limitada e os preços e condições são relativamente desfavoráveis. Os inquilinos cumpridores pagam um preço pela falta de segurança que dos senhorios.


Melhorar o funcionamento do mercado de arrendamento é uma reforma de grande importância, por contribuir para aumentar a mobilidade dos trabalhadores, estimular a autonomia dos jovens e diminuir a necessidade de endividamento. Pode também dar um contributo decisivo para a reabilitação dos centros urbanos e para melhorar o ajustamento entre localização da habitação e do trabalho, diminuindo as emissões e o consumo de combustíveis.


A renovação dos centros urbanos requer que também se dê atenção às rendas mais antigas. Sem a sua actualização rápida será difícil estimular a renovação de muitos imóveis nos centros históricos, onde um número importante de fracções está ainda neste regime, rendendo muito pouco aos seus proprietários.

Não podemos ignorar os problemas sociais que levanta a actualização rápida das rendas antigas. E eles devem ser avaliados. No entanto, a manutenção do benefício de uma renda baixa deverá ser sujeita a prova de condição de recursos, e o seu encargo deve progressivamente deixar de estar a cargo dos senhorios. Há muitos casos de inquilinos com rendimentos acima da média nacional, a pagar rendas extremamente baixas, o que não só é injusto, como tem contribuído para a degradação e a decadência de muitos centros históricos das cidades portuguesas.

Fonte: Negócios Online | Manuel Caldeira Cabral

Leilão da dívida portuguesa regista grande procura

A procura no primeiro leilão do ano da dívida portuguesa foi 3,2 vezes superior à oferta. Como consequência, os juros caíram.

Este era encarado como um teste decisivo para o país e muitos apontavam que o sucesso ou insucesso da operação iria decidir uma eventual entrada do FMI em Portugal. O leilão acabou por registar uma procura superior à oferta com as taxas de juro para obrigações a quatro anos a descerem para os 5,39 por cento e aquelas para dez anos a serem vendidas a 6,71 por cento.

Portugal precisa de colocar no mercado até 20 mil milhões de euros em obrigações, em 2011. Na última emissão de dívida soberana portuguesa, ainda em 2010, Portugal pagou 6,8 por cento de juros pelas obrigações a 10 anos.

NC

Airbus recebeu maior encomenda da história da aviação civil

A companhia low-cost indiana IndiGo encomendou 180 modelos dos A-320, num acordo avaliado em 11 mil milhões de euros. Esta é a maior encomenda registada em toda a história da aviação civil.

Dos 180 aviões encomendados, 150 são A-320 NEO de corredor único. Estes aviões têm novas turbinas de menor consumo e fazem da companhia aérea o primeiro cliente deste novo modelo. Os outros modelos comprados pela IndiGo são 30 A-320 clássicos.

Recorde-se que a Airbus anunciou, no início de dezembro, a entrega do A-320 a partir da primavera de 2016. Este novo modelo, segundo a empresa reduz os gastos com combustível até 15 por cento.

O mercado deste tipo de aviões, chamados de fuselagem estreita, é dos mais competitivos. A Airbus antecipa-se, assim,à chegada do CSeries da canadiana Bombardier, depois do C-919 chinês. A empresa antecipa-se, igualmente, à norte-americana Boeing que ainda não lançou o seu avião médio 737.

Os modelos adquiridos ajudarão a IndiGo a reforçar a presença na Índia, segundo país mais populoso do mundo. Estima-se que aquele país necessite de mais 1030 aviões nos próximos 20 anos.

NC

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

UE vai propor medidas para proteger o Euro

 
A União Europeia está a preparar novas medidas para proteger o euro num momento em que Portugal se encontra mais vulnerável do que nunca face à pressão dos mercados.
A proposta será apresentada na próxima segunda-feira aos ministros das Finanças da Zona Euro.
De acordo com várias fontes comunitárias, a Comissão Europeia prepara-se para propor algumas medidas destinadas a reforçar a credibilidade do Fundo Europeu de Estabilização Financeira, que dispõe de 440 mil milhões de euros e que pode mobilizar até 750 mil milhões para acudir a países em dificuldades, como já aconteceu com a Irlanda.
Em causa não estará o aumento destas verbas mas sim medidas que permitam uma mutualização de esforços, ou seja, aliviar alguma da pressão a que estão sujeitos os países mais vulneráveis quando têm que se financiar no mercado, de acordo com a Renascença.
Esta ideia é a base das chamadas obrigações europeias, já recusadas por países como a Alemanha e a França, mas pode ser parcialmente ressuscitada de uma forma aceitável também para estes países.
 
Fonte:tvnet

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Lucro do Facebook pode chegar aos 2 mil milhões de dólares até final do ano

Segundo a agência financeira Bloomberg, o Facebook poderá fechar o ano com vendas no valor de 2 mil milhões de dólares (cerca de 1.5 mil milhões de euros). Isto representa um aumento de 1.2 mil milhões de dólares em relação a 2009.

Apesar de os dados não serem oficiais, a Bloomberg cita três fontes próximas da rede social, o que dá alguma veracidade a esta informação.

Desde a sua criação que o Facebook mantém a sua política de não divulgação de informação financeira, o que por sua vez, dificulta as estimativas dadas pelos analistas.

Digg This

Pedido de ajuda ao FMI já está a ser preparado?

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José Sócrates voltou hoje a afirmar, numa declaração ao país, que a entrada do fundo monetário internacional (FMI) em Portugal não passa de um rumor. Alemanha, frança e Espanha, a par da comissão europeia, negaram também estar a exercer pressão sobre Portugal para que o país peça a assistência financeira do fundo de estabilidade do euro (EFSF na sigla inglesa) e ao FMI. no entanto, de acordo com o jornal público, as discussões prosseguem muito discretamente ao nível técnico sobre quais serão os termos e as necessidades de uma assistência a Portugal, estimada entre 60 e 100 mil milhões de euros

segundo o público, estas questões devem ser analisadas esta terça-feira pelo comité económico e financeiro europeu, a estrutura encarregada de preparar as reuniões dos ministros das finanças dos 17 países da zona euro da próxima segunda-feira e dos 27 da UE no dia seguinte. "o tema não está formalmente na agenda, mas vai quase seguramente ser discutido", disse um diplomata europeu. uma afirmação confirmada por outro diplomata, adiantou a mesma publicação. ambos garantiram que Portugal vai estar no centro das discussões dos ministros do euro

o desenrolar do processo dependerá muito do que acontecer esta quarta-feira, quando o governo for ao mercado da dívida colocar entre 750 e 1250 milhões de euros em títulos. uma eventual dificuldade em encontrar comprador, ou uma subida exagerada dos prémios de risco exigidos, não deverá permitir ao executivo continuar a resistir à ajuda

de acordo com o público, o recurso de Portugal ao EFSF já não está em questão em Bruxelas, tal como em outras capitais, sendo que a única dúvida que persiste tem a ver com o calendário. se o processo não for formalmente lançado na próxima semana, poderá ser abordado pelos chefes de estado ou de governo dia 4 de fevereiro

artigo publicado no público

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

RENDAS POR REFORMAS

A reanimação do mercado do arrendamento urbano, intimamente ligado aos projetos de reabilitação dos centros urbanos que deverão arrancar a sério neste ano de 2011, volta a dar ao imobiliário a possibilidade de se assumir como uma hipótese de investimento com vista a complementar uma reforma que na Segurança Social tende a ser mais apertada.
A possibilidade de desjudicialização e consequente agilização dos processos de despejo em caso de incumprimento de contratos de arrendamento urbano (um dos crónicos entraves ao mercado arrendamento), vem reanimar aquela solução de investimento, muito ensaiada quando a Segurança Social era incipiente e o mercado de arrendamento mais fiável.
Se se concretizarem – como tudo indica e já foi anunciado – as intenções governamentais de apoiar a reabilitação dos centros urbanos e de se rever a actual lei das rendas, mais gente aparecerá a querer investir neste mercado, pensando também no mercado do arrendamento urbano que lhe está associado e apostando nele como alternativa ou complemento de reforma.
Esta vocação do património construído, que já teve, entre nós, tradições enraizadas, caiu quando o mercado do arrendamento deixou de ser realmente um mercado para se transformar, alegadamente com fins sociais, numa ilegítima apropriação, por parte do Estado, da própria propriedade imobiliária privada, com as consequências que todos conhecemos.


Mas para que este cenário seja exequível, como a Economia Portuguesa exige, é ainda necessário que se reveja o quadro fiscal dos proventos obtidos pelas rendas. Continuar a taxa-los em sede de IRS, é remar contra a maré. No mínimo, exige-se que tais rendimentos tenham o mesmo tratamento dado aos depósitos a prazo ou aos fundos de investimento. No mínimo.

Luís Carvalho Lima
Presidente da Direcção Nacional da APEMIP
luislima@apemip.pt

(A publicar dia 8 de Janeiro de 2011 no Expresso)

IMOBILIÁRIO REGRESSA À FRENTE DA RECUPERAÇÃO

 

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A FIABCI, sigla obtida pelas iniciais da denominação em francês, do maior clube de negócios imobiliários do Mundo (Fédération Internationale des Administrateurs de Biens Conseils et Agents Immobiliers), vai organizar em Lisboa, a 27 de Janeiro, na sua qualidade de consultora especial do Conselho Económico e Social das Nações Unidas, um encontro para debater os caminhos do desenvolvimento do sector Imobiliário, nos países que tentam superar as vicissitudes financeiras mundiais.

Com o apoio das Nações Unidas, através do respectivo Comité Económico Europeu, mais precisamente pelo Environmental Affairs Officer Environment, Housing and Land Management Division, esta jornada de trabalho subordinada ao tema “Princípios e orientações para o desenvolvimento do sector Imobiliário de um país”, terá como base de reflexão um documento elaborado pelo Internacional Real Estate Advisory Network .

A Associação de Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), principal membro da FIABCI em Portugal e a instituição que assume, na pessoa do seu dirigente Vítor Patacas, a vice-presidência do FIABCI para a Europa, está a dar apoio a esta iniciativa da UNECE e da FIABCI que, por um dia, transformará Lisboa na capital mundial do imobiliário.

É bom lembrar que os princípios e as orientações contidos no documento base referido, são sugestões elaboradas para que os mercados interessados em fazer com que o imobiliário volte a ser um dos meios de recuperação e fortalecimento das economias, possam desenvolver acções multidisciplinares locais, orientadas e apoiadas pelos governantes,  que invertam as tendências económicas actuais, retomando rotas de desenvolvimento.

O sector da construção e do imobiliário regressa assim, à frente da recuperação económica, reenquadrando-se num cenário que se deseja para um efectivo desenvolvimento sustentado, em consonância com as próprias tendências do mercado em Portugal, que se prepara, neste 2011, para viver o ano um da reabilitação urbana, recuperando atrasos, relativamente à Europa, sentidos nesta área.

Luís Carvalho Lima
Presidente da Direcção Nacional da APEMIP
luislima@apemip.pt

(Publicado dia 7 de Janeiro de 2010 no Diário de Notícias)

Euribor a três meses cai pela sétima sessão

A maturidade mais curta vive o maior ciclo de quedas em mais de um mês e continua a renovar mínimos de Outubro, abaixo de 1%. A Euribor a três meses caiu hoje pela sétima sessão consecutiva e está agora nos 0,997%, o valor mais baixo desde 15 de Outubro. Já o prazo a seis meses permaneceu nos 1,223% pelo segundo dia consecutivo, ao passo que a taxa a 12 meses foi a única a subir, fixando-se em 1,506%.

Fonte: DE

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

MÁS NOTÍCIAS PARA QUEM PROCURA PECHINCHAS

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Tenho uma série de amigos / conhecidos, que me telefonam com frequência, na esperança de que eu lhes indique uma ou duas pechinchas imobiliárias. Alguns deles admitem vender as casas onde habitam, mas desde que o façam a bom preço, ou seja, com uma valorização constante desde o momento em que as adquiriram.
Quem compra, pensa sempre que está a comprar caro e quem vende julga que o faz ao desbarato. Em muitos de nós vive um insensível investidor que tenta esmagar os preços na hora de comprar, sobrevalorizando o que possui na hora de vender. Isto é negar as próprias leis do mercado e é um sonho egoísta inatingível.
Na cegueira destes comportamentos – típicos de épocas de incerteza como a que vivemos -, aqueles que forçam a desvalorização dos preços, nomeadamente nesta área da construção e do imobiliário, nem percebem que estão a desvalorizar o património imobiliário que eventualmente já possuam, o que é um verdadeiro tiro no pé.
Embora o valor do património imobiliário não se afira pela avaliação bancária dos imóveis e muito menos pelo tecto dos empréstimos a conceder (em regra nunca superior a 80% do valor da actualmente muito apertada avaliação), este subjectivo desgaste permanente é um factor de perturbação do mercado e, por consequência, da própria recuperação económica que este persegue.
Não há qualquer tendência para que o valor das casas sofra quebras e muito menos na ordem dos dois dígitos, como muito gente apregoa. Na verdade, em Portugal, o valor do património imobiliário não está inflacionado. Não cedemos, nos últimos tempos, à tentação das bolhas imobiliárias, nem somos contagiáveis por essa doença infantil de alguns mercados vizinhos.
As bolhas imobiliárias são, de facto, uma verdadeira doença infantil do mercado imobiliário, uma espécie de sarampo, que já não atingem mercados maduros como o nosso, um mercado “vacinado” no “boom” imobiliário dos anos 80 do século passado, quando o nosso parque habitacional sofreu uma profunda alteração.
Insistir, como até alguns fazedores de opinião parecem estar empenhados, nessa ideia da desvalorização do património imobiliário, ideia que, infelizmente, pode até ter resultados pontuais, é apenas uma manifestação de oportunismo sem correspondência no mercado que nada ajuda a quem a promove nem à recuperação económica.
Por isso digo, neste início do ano um da reabilitação urbana, que há más notícias para quem procura pechinchas, mas boas notícias para quem quer estar no mercado imobiliário a investir de forma transparente, sem especulações, contribuindo para que este sector volte a ser uma locomotiva da Economia.

Luís Carvalho Lima
Presidente da Direcção Nacional da APEMIP
luislima@apemip.pt

(Publicado dia 5 de Janeiro de 2011 no Público Imobiliário)

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Pedidos de subsídio de desemprego baixam nos EUA

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Os novos pedidos de subsídio de desemprego nos Estados Unidos baixaram em 34 mil na última semana. Este é o nível mais baixo desde Julho de 2008.

O Departamento do Trabalho norte-americano anunciou esta quinta-feira que o número de novos pedidos de subsídio de desemprego no país diminuiu em 34 mil para um total de 388 mil na semana que terminou a 25 de Dezembro.
O que quer dizer que o mercado laboral na maior economia mundial está a recuperar.
No entanto, este número ficou abaixo das expectativas de alguns economistas ouvidos pela Bloomberg.
Quase todos foram unânimes em dizer que esperavam um total de 415 mil novos pedidos.

RMP

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

BCE inicia primeiro aumento de capital

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O Banco Central Europeu inicia, esta quarta-feira, a primeira de três etapas do primeiro aumento de capital na sua história. Para já o aumento é de cinco mil milhões de euros, para um total de 10,6 mil milhões de euros.

Este aumento do capital social do banco foi justificado com a necessidade de ultrapassar a volatilidade das taxas de câmbio, de crédito e riscos de crédito.
Além disso, existia uma necessidade de garantir uma base de capital adequada a um sistema financeiro que cresceu consideravelmente.
À primeira etapa, que se inicia esta quarta-feira, seguir-se-ão outras duas, uma no final de 2011 e outra no final de 2012.
Dos cinco mil milhões de euros deste aumento de capital, mais de 3,4 mil milhões serão subscritos pelos 16 bancos centrais da Zona Euro.
O Banco de Portugal vai subscrever um total de 87,5 milhões de euros nos três anos, com cerca de 30 milhões de euros a serem subscritos já esta quarta-feira.

RMP

Finanças 'ganham' 800 mil euros com devolução de blindados

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Se o contrato for mesmo denunciado, o dinheiro dos blindados volta às Finanças. A empresa fornecedora já recorreu.

A primeira "batalha" que os blindados da PSP deverão combater pode ser... nos tribunais. O Governo confirmou a intenção de denunciar o contrato de fornecimento dos blindados da PSP, por incumprimento do prazo de entrega. Mas a empresa fornecedora, a Milícia, confirmou ao DN que invocou "motivos de força maior", previstos no contrato assinado com o Governo Civil de Lisboa, para justificar o atraso.

Se a pretensão do Ministério da Administração Interna (MAI) for bem sucedida, a empresa só receberá o valor das duas viaturas já entregues, 406 mil euros, sendo o restante, 813 mil euros, devolvido aos cofres do ministro Fernando Teixeira dos Santos.

A data-limite para a chegada dos quatro blindados que faltam - dois já se encontram nas instalações da Unidade Especial de Polícia, em Belas - era ontem. O prazo de 30 dias úteis começou a contar a 15 de Novembro quando foi assinado o contrato.

Fonte da Milícia disse ao DN que a empresa ainda não tinha sido contactada pelo MAI. Segundo o especialista em contratação pública Nuno Monteiro Dente, "tem de ser o Governo Civil a notificar a empresa, informando do incumprimento". No entanto, acrescenta, "se a empresa tiver justificações previstas no contrato que a ilibem de responsabilidades por motivos de força maior, como parece ser o caso, não haverá condições para denunciar o contrato. Nesse caso, seria o Governo a entrar em incumprimento".

A Milícia já tinha vindo a público na semana passada dizer que os blindados se encontravam retidos no Canadá, onde se situa a fábrica, por causa das intempéries que assolaram toda a Europa, levando ao encerramento de vários aeroportos, impedindo o transporte dos blindados até Portugal. "A entrega depende dos aviões que possam aterrar", sublinha fonte autorizada da empresa, "acreditamos que esta semana os possamos entregar, mas depende do tempo que se verificar".

Este braço-de-ferro entre o MAI e a empresa é visto com muita preocupação na PSP. Esta força de segurança, que justificou a necessidade destas seis viaturas com protecção balística para várias missões da sua competência (ver caixa), corre agora o risco de ver essa capacidade reduzida a um terço.

O mesmo aconteceu com outro material diverso de ordem pública, equipamento de protecção pessoal e cerca de 50 veículos antimotim para transportar as equipas de intervenção rápida, considerados de necessidade prioritária. Este material, no valor de cerca de três milhões de euros, fazia parte do "pacote" de cinco milhões de euros que o ministro das Finanças tinha autorizado que fosse gasto com a PSP. Mas como se trata de saldo transitado do Governo Civil, tem de ser gasto até ao final deste ano. Como o Governo Civil falhou a conseguir candidatos ao fornecimento, a verba também volta às Finanças.

Para o presidente do Sindicato Nacional de Oficiais de Polícia, "é inaceitável que este dinheiro regresse às Finanças". Jorge Resende da Silva não entende "como é possível rejeitar equipamento que quer a PSP quer o Governo assumiram como necessário, apenas por questões contratuais". Para este oficial, "o mais grave mesmo é o que se passa com o restante equipamento que ainda fazia mais falta. Se for preciso, façam novos concursos, mas não nos tirem este material tão preciso."

Fonte: Diário de Noticias | Valentina Marcelino

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Taxas Euribor baixam em todos os prazos

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As Euribor caíram hoje em todas as maturidades e continuam assim em mínimos de Outubro.

A Euribor a seis meses, a mais usada no cálculo dos juros do crédito à habitação em Portugal, recuou pela quinta sessão consecutiva, fixando-se nos 1,238%, enquanto o prazo a 12 meses deslizou para 1,519%, somando também cinco sessões de quedas.
Já a taxa a três meses, que serve sobretudo de referência nos empréstimos às empresas e também influencia os juros dos certificados de aforro, caiu para 1,013%. Este indexante já não desce há 16 sessões.
A evolução das Euribor influenciam directamente a prestação da casa das famílias que, dependendo do indexante associado ao crédito, vão pagar cerca de mais 200 euros ao longo de 2010.

As simulações feitas pelo Diário Económico, para um empréstimo de 100 mil euros, mostram que os contratos revistos em Janeiro sofrerão aumentos de 6,75 euros no caso do indexante ser a Euribor a três meses, 11,5 euros se a taxa associada for a de seis meses e, por último, 13,94 euros nos créditos relacionados à Euribor a 12 meses.

Fonte: Sapo Económico | Cristina Barreto

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

TER OU NÃO BOM SENSO

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Quase tudo, na vida como nos negócios, resolve-se mais facilmente com bom senso. Esta receita é também aplicável aos mercados imobiliários. Não é preciso ter um curso superior especializado para perceber que insistir em disseminar a dúvida e o pessimismo sobre o mercado é um tiro no pé injustificável e de consequências imprevisíveis.
Nos últimos tempos, tenho-me desdobrado em desfazer as ideias preconcebidas dos que insistem em dizer que o mercado está pelas ruas da amargura, ignorando, por exemplo, o que o insuspeito Banco Central Europeu diz, quando revela que os preços da habitação em Portugal subiram no corrente, 1,3% no primeiro trimestre e 1,6% no segundo. A situação no sector, não sendo famosa, está longe de ser o pântano que alguns anunciam.
Há muito que o mercado imobiliário português reclama novos paradigmas de actuação. Todos sabemos – ou devíamos saber – que os segmentos do arrendamento urbano e da reabilitação urbana estão, entre nós, muito aquém do que praticado na generalidade dos países da Europa. Esta realidade tem explicações plausíveis e implica soluções que, muitos, há muito tempo, vêm defendendo.
Refiro-me à adopção de soluções que agilizem os despejos dos arrendatários que não cumprem o respectivo contrato de arrendamento, e, refiro-me à adopção de uma fiscalidade sobre o imobiliário que favoreça a reabilitação e o próprio arrendamento. Se os rendimentos provenientes deste mercado continuarem a ser taxados em sede de IRS, e não como outros rendimentos semelhantes, a vontade de investir neste mercado não chega a formar-se.
São temas que temos vindo, com insistência, a colocar na mesa e nas agendas de quem possa contribuir para a respectiva solução, sem a preocupação, tardia, de alguns, em reclamar para eles uma glória que está longe de lhes poder ser atribuída em exclusivo. Eis outro bom senso que também seria desejável.

Luís Carvalho Lima
Presidente da Direcção Nacional da APEMIP
luislima@apemip.pt

C&W: “Volume de investimento melhora no 3º trimestre”

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O volume de investimento em imobiliário relativo a 2010 será ligeiramente superior ao de 2009, antecipa a consultora Cushman & Wakefield. O terceiro trimestre deste ano veio dar um impulso significativo. As transações são, no entanto, muito inferiores às registadas no período pré-crise.
A atividade de investimento imobiliário em 2010 manteve um dinamismo reduzido face aos anos pré-crise, afirma a Cushman & Wakefield. À semelhança de 2008 e 2009, os valores transaccionados ficaram muito aquém dos volumes que desde 2003 se registavam no nosso mercado.

Fonte: Oje

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